O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 17/07/2019

De acordo com a CNA (Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária), o agronegócio contribui com 23,5% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional em 2017. Com isso, nota-se a importância da agricultura na economia do país, mas para manter a produção elevada, recorre-se a um uso abusivo de agrotóxicos, cujo resultado é um enorme prejuízo ao meio ambiente e à saúde pública. Por isso, esse quadro deve ser refletido e posteriormente, alterado no Brasil e no mundo.

Em primeiro lugar, é necessário refletir sobre um equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e a demanda socioambiental. Segundo a filosofia aristotélica, a virtude se encontra no meio-termo. Dessa forma, os defensivos agrícolas devem ser usados de maneira otimizada, ou seja, que tenha o maior lucro possível dentro dos parâmetros legais e éticos, a fim de reduzir o impacto no meio ambiente e na saúde pública, respeitar os consumidores e não prejudicar os agricultores.

Em segundo lugar, medidas contra os problemas advindos dessa questão são urgentes. Seguindo o conhecimento biológico, o uso excessivo de defensivos agrícolas agravou doenças como câncer e as cardiovasculares, além de afetar o solo, os rios, dentre outros. Por isso, ações alternativas urgem no Brasil e no mundo como forma de proteger a sociedade e a natureza, como também melhorar o país para as próximas gerações.

Assim, observa-se que o uso de agrotóxicos atual deve ser refletido com mais seriedade pelos efeitos causados. Para resolver essa problemática, o Ministério da Agricultura deve incentivar os os responsáveis pelo agronegócio a implementar pragas naturais nas plantações, por meio de ganhos fiscais a quem o fizer, já que essa prática tem resultados análogos no combate à insetos e demais herbívoros que atrapalham a produção. Isso deve ser feito com o intuito de reduzir a quantidade de agrotóxicos e minimizar as ilações decorrentes.