O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 27/06/2019

No período pós Segunda Guerra Mundial, inicia - se na Europa, a “Revolução Verde” que tinha como objetivo manter alimentos orgânicos sem fungos e insetos através do uso do agrotóxico. Nesse contexto, o mundo todo sofre com as influências desse marco, o que traz consequências ambientais e físicas a todos os consumidores e produtores dessas modificações.

A priori, com as pulverizações de defensivos nas lavouras, o vento consegue carregar o que não fixa nas plantas até os lençóis freáticos, contaminando a água, fundamental não apenas para a sobrevivência humana mas também, para os animais e todo tipo de alimento consumido. Segundo o site de notícias G1, o Brasil é o país que mais utiliza agrotóxicos no mundo, dentre eles, o Endosulfan, banido em diversos lugares do mundo. Consequentemente, devido a modernização agrícola brasileira como herança do “milagre econômico”, proposto no período da Ditadura Militar, os casos de câncer e outras doenças tendem a aumentar com o passar dos anos matando um número muito maior de pessoas em comparação há décadas atrás, já que, não possuímos nenhuma maneira de fugir da ingestão e é quase imperceptível olhar para o alimento e concretizar que nada está imune de uma intoxicação a longo prazo.

Ademais, a agricultura familiar está presente na mesa da maioria dos indivíduos, bem como,  a maioria dos alimentos são transgênicos com sementes geneticamente transformadas, sendo assim, introduzindo o câncer na dieta do consumidor quase sem contar o custo da saúde dos produtores. Dessa forma, como mostra no documentário “O Veneno Está na Mesa”, nem mesmo os comodites como o café, estão isento de agroquímicos e assim, devido relatos de agricultores do Rio Grande do Sul, além de intoxicações instantâneas a eles, encontra-se animais mortos em meio aos campos. Em consequência disso, o Instituto Nacional do Câncer explana que o ideal é deixar de consumir esses alimentos, porém a complexidade dos prejuízos mostram que a nossa ingenuidade também está ferida porque as condições socioeconômicas dos países impõem uma aceitação de que os preços vão subir e o mapa da fome aumenta, contudo o valor economizado em dinheiro é pago com a vida e todo o ecossistema.

Portanto, é mister a necessidade de mitigar os argumentos supracitados. Desse modo, cabe ao Ministério da Agricultura impulsionar debates sobre como as empresas agem em torno do lucro, através de canais abertos de televisão com objetivo de alertar a maior demanda populacional possível e atentar sobre os riscos dos agrotóxicos a todos os iminentes. Assim, espera-se que os pontos positivos da Revolução Verde ultrapasse os negativos, garantindo melhor qualidade de vida a todos os cidadãos.