O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 17/06/2019
A redação é sobre o tema: “Intolerância e Discurso de Ódio contra Minorias”,
A filosofia Aristotélica ontológica considera a negação do outro como algo necessário à formação da identidade. Nessa perspectiva, a crescente onda do politicamente correto, ao padronizar as ações, extingue o diferente e, por conseguinte, a essência do ser. Dessa forma, a lacuna existencial da sociedade contemporânea, expressa no ensaio “Sociedade Do Cansaço”, faz com que o indivíduo, ao invés de negar culturalmente e civilizadamente o outrem, adote uma postura, intolerante, de exclusão. Desse modo, a natureza impulsiva do brasileiro e a precariedade educacional fomentam a intolerância e o discurso de ódio contra minorias. Fatos como esses demonstram a ineficiência ou inexistência de políticas públicas voltadas ao tema e evidenciam a necessidade de se discutir acerca da problemática.
É importante pontuar, de início, que a condição pulsional da brasilidade, expressa por Sérgio Buarque de Holanda - na assertiva polissêmica “Homem Cordial” -, fomenta o discurso de ódio e a intolerância contra minorias. Em face disso, a desaprovação de características pessoais, que fogem à normatização do comportamento difundido na coletividade, faz com que grupos estigmatizantes, de modo irracional, inferiorizem classes minoritárias. Ademais, o sociólogo Max Weber, mediante o conceito de ação social afetiva, exprime a irracionalidade do sujeito agente, ao passo que ele age motivado por uma fonte de energia psíquica - pulsão - que conduz a comportamentos diversos.
Ainda, é importante pontuar que a debilidade da educação básica brasileira acarreta no crescimento da austeridade e da linguagem odiosa. Nesse sentido, as escolas, ao negligenciar disciplinas voltadas aos valores morais e comportamentais - estabelecidos pelos direitos humanos -, criam condições para a formação de indivíduos hostis à pluralidade étnica existente. Por conseguinte, o filósofo John Locke, mediante assertiva “o homem é uma tábula rasa e todo processo do conhecer, do saber e do agir é adquirido pela experiência”, reforça a necessidade do educandário promover a instrução do aluno.
Por tudo isso, faz-se necessário que haja uma mobilização da sociedade com vistas a diminuir os problemas relacionados ao tema. Para tanto, o Ministério das Comunicações deve estimular a tolerância da população acerca da diversidade de identidades culturais existentes no Brasil, por meio da inserção de propagandas, em canais abertos de TV, com discursos de pessoas que representem as diferentes minorias, a fim de tornar as pessoas mais racionais sobre o tema. Além do mais, o Sistema Legislativo deve incentivar as escolas a discutir a multiplicidade de grupos minoritários na sociedade, por intermédio da criação de uma emenda constitucional que estabeleça a inserção de temas, como ética, em disciplinas como Filosofia e Sociologia, a fim de reduzir a intolerância e a odiosidade.