O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 01/07/2019
Relatório publicado pela Public Eye revela que o Brasil utiliza em sua produção 18% do volume global de agrotóxicos. Aplicado desde pequenos a grandes locais de cultivo com diferentes finalidades e encontrando respaldo em leis desde 1970 que regulamentam sua aplicação. Seus impactos que atingem o meio ambiente e a saúde dos brasileiros tornou se motivo de preocupação nacional.
De acordo Sêneca, para a ganância, toda a natureza é insuficiente. Ao relacionar com a produção agrícola, sua sentença torna se verídica, pois o uso de diferentes artifícios para aumento da produção, lucratividade e exportação, contrariando as ofertas naturais, é exponencial, como o uso indiscriminado de agrotóxicos que possibilitam tais fins. Tal uso tem levado ao comprometimento da qualidade de vida dos aplicadores e moradores dessas regiões de cultivo, tanto pela falta de segurança que são submetidos os trabalhadores, tanto pela contaminação de água e solo da qual depende a população rural.
Ademais, os agrotóxicos não atingem só a população que tem contato direto com sua aplicação ou região de aplicação. Dados da ANVISA registram que 64% dos alimentos destinados para consumo humano estão contaminados com algum tipo de pesticida. O alto grau de resíduos leva ao desenvolvimento de morbidades de acordo ao grau de exposição, relacionando se ao surgimento de intoxicação, câncer, suicídio e transtornos mentais em quem tem contato direto, mas aumentando os riscos para quem consome esses produtos.
Com consequências negativas que atingem a população em massa, é necessário a adoção de medidas que alterem essa realidade. O Ministério da Agricultura juntamente com a Embrapa deverá propor uma reavaliação dos agrotóxicos utilizados nas plantações, visando coibir o uso fora dos limites estabelecidos em lei e que possam causar danos de amplo espectro além de propor e viabilizar a adoção de pesticidas orgânicos que tem menor impacto no meio ambiente e na saúde da população.