O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 21/06/2019

Desde a Revolução Verde, em meados de 1950, o mundo passou por uma renovação no setor primário agrícola, com a introdução de técnicas, máquinas agrícolas e vários aparatos tecnológicos. Porém, com as inovações, também houve a criação de novos insumos a fim de evitar danos às safras destinadas à venda, como, por exemplo, a criação de agrotóxicos. Tais nocivos produtos passaram a ser usados de forma indiscriminada e tem causado danos ambientais, doenças nos seres vivos e se tornou um problema a ser combatido na sociedade.

A princípio, é necessário debater sobre os impactos no meio ambiente e na saúe de toda a cadeia produtiva. O produtor, ao não utilizar equipamentos adequados durante o manuseio dos agrotóxicos, é o primeiro afetado com sintomas como diarreia, dores de cabeça e no corpo. E, quando a produção é afetada com muito insumo agrícola tóxico, indiretamente os consumidores também são contaminados, e pode haver casos, além dos sintomas citados nos produtores, de aborto e também aumento na incidência de câncer na população. E os impactos ambientais levam à contaminação dos lençóis freáticos que, consequentemente, atingem toda a biodiversidade dos rios e arredores, o que pode levar à uma segunda via de contaminação humana por agrotóxicos acumulados nos peixes e outros animais aquáticos.

Diante disso, há grandes impasses que impedem o problema de ser solucionado. A baixa capacitação dos produtores rurais, sobretudo informações sobre os perigos aos quais estão expostos, e a ineficaz fiscalização dos órgãos públicos nas áreas rurais de produção fazem com que os alimentos contenham altas cargas de elementos tóxico, indo contra à máxima de Hipócrates, pai da Medicina,  que diz" Que seu alimento seja seu remédio e seu remédio seja seu alimento".

Portanto, é importante a realização de medidas que diminuam tais danos à saúde de todo ecossistema. O incentivo pelo Ministério da Agricultura à produção orgânica realizada por pequenos agricultores incluindo subsídios agrícolas e curso de capacitação para produtores com matérias que consistam em manejo agrícola sustentável e biopesticidas a fim de levar alimentos mais saudáveis para as mesas dos consumidores a preços acessíveis. Deste modo, então, como diz Hipócrates, os alimentos serão, de fato, remédios e não venenos.