O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 30/06/2019

Durante da Segunda Guerra Mundial foi criada uma substância, inicialmente, com função de arma química e, só no início da década de 50, esse produto passou a ser utilizado como defensivo agrícola. No entanto, mesmo com os avanços na área química, os agrotóxicos continuam apresentando riscos à saúde e seu uso não é plenamente controlado em muitos países, inclusive no Brasil. Diante disso, valida-se a discussão acerca do uso de agrotóxicos como marcado pelo controle insuficiente, tendo como consequência a permanência das taxas elevadas de contaminação humana.

Em primeira análise, destaca-se que o baixo controle na utilização dos agrotóxicos em muitas partes do mundo é o principal contribuinte para sua aplicação de forma arriscada e que, em função disso, mantém os números elevados de doenças causadas por esse veneno. Nessa perspectiva, de acordo com o Ministério da Saúde, a entrada de produtos já proibidos em países desenvolvidos, a aplicação em lugares indevidos e o não uso de equipamentos de segurança durante o manuseio do produto são os principais fatores para a contaminação no país. Em vista disso, fica explícito que o monitoramento sobre a utilização de defensivos agrícolas ainda é limitado, haja vista a continuidade de ações prejudiciais ao bem-estar humano.

A posteriori, em consequência do escasso monitoramento, a população pode apresentar um alto grau de exposição aos agentes herbicidas e fungicidas aplicados nas plantações, tanto direta, aos que trabalham com o veneno, como indiretamente. Nesse ínterim, um levantamento realizado pela Organização das Nações Unidas (ONU), concluiu que cerca de 3 milhões de indivíduos são contaminados por agrotóxicos anualmente no mundo e, no Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) confirmou mais de 40 mil contaminados nos últimos 10 anos. Destarte, a saúde humana não é plenamente assistida quando se trata do uso de defensivos agrícolas, evidenciado não só pela liberação dos tipos mais nocivos, mas também pela grande quantidade de vítimas associadas a eles.       Depreende-se, portanto, que a utilização de agrotóxicos apresenta problemáticas que precisam ser sanadas. Assim, é fundamental que a ONU, juntamente com o Ministério da Agricultura e o Poder Legislativo, proponha tanto a reformulação das leis sobre o uso de agrotóxico para barrar as substâncias mais perigosas, quanto intensificar o monitoramento do uso correto dos equipamentos de proteção, por meio dos agentes de segurança do trabalho contratados pelo Poder Público via concurso público. Tal medida aparece com o intuito de reduzir os índices de contaminação por defensivos agrícolas e proteger os mais vulneráveis, como os agricultores.