O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 19/06/2019
O Brasil é um país que tem como um dos seus pilares econômicos o setor primário da economia, a agropecuária desde seu período colonial. Logo, o uso dos agrotóxicos é uma consequência da modernização do campo e embora traga benefícios econômicos para o país através da exportação agrícola, a substância química vem mostrando-se bastante prejudicial à saúde.
Primeiramente, entre as décadas de 1950 a 1980, a monocultura e a mecanização no campo foram estimuladas e consideradas modelo de desenvolvimento econômico. Essa mecanização também pode ser chamada de Revolução Verde, a substituição de mão de obra manufaturada para a maquinofatura gerou um incremento na produção agrícola brasileira e consequentemente com o aumento da produção que pode ser semelhante ao modelo criado por Henry Ford de produção em massa para exportação, era necessário um meio de preservação para os insumos, é neste contexto que surgem os agrotóxicos para preservarem os alimentos e impossibilitarem a destruição por parte de pesticidas, ou seja, quanto maior a produção maior será o uso dos agrotóxicos.
Embora a exportação agrícola gere para o país em torno de 300 milhões de reais, segundo o IBGE. Esta substância química que se prevalece no discurso de combate as “pragas”, atualmente pode ser considerada a grande praga da humanidade, pois segundo a OMS, o uso dos agrotóxicos causa 70 mil mortes ao ano por intoxicação, e em mulheres grávidas podem gerar o aborto e até mesmo a má formação. Banhos de veneno em escolas e dados por intoxicação no trabalho demonstram que não devemos ceder ao discurso da produção a qualquer custo.
Portanto, a política de uso de defensivos agrícolas deve ser pautada na preservação do meio ambiente e no compromisso de não oferecer danos a saúde humana. Dessarte, cabe ao Ministério da Agricultura fiscalizar diariamente propriedades agrícolas por meio de profissionais da Anvisa, cabendo também ao Governo Federal promover campanhas de incentivo ao plantio de alimentos orgânicos, livres de pesticidas para garantir alimentos saudáveis. Talvez, assim, se faça possível a segurança do meio ambiente, dos consumidores e principalmente dos trabalhadores rurais.