O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 21/06/2019

A Revolução Verde, implementada no final da década de 40, tinha entre suas vertentes a utilização de agrotóxicos -que são substâncias nocivas tanto ao homem quanto as pragas a serem combatidas- como uma forma de ampliar a produção de alimentos. Dessa forma, a sua utilização vem sendo discutida no Brasil e no mundo pela falta de fiscalização e pelos prejuízos ao meio ambiente e à saúde da população.

Nesse viés de fiscalização, a quantidade e as marcas autorizadas por lei são infringidas pelos agricultores e, segundo o site do governo brasileiro, a terceira maior causa de intoxicação no país é pelo uso de agroquímicos, já as pesquisas realizadas pela Unicamp constataram que os trabalhadores rurais são os que mais sofrem pela intoxicação, totalizando 1,5 milhão de pessoas. Em vista disso, observa-se que a inobservância estatal é um dos desafios enfrentados na regularização dos pesticidas pela quantidade permitida e sua legalidade pelo Ministério da Agricultura, e, além disso, pela falta de proteção dos profissionais ao fazer uso das toxinas sem utilizar equipamentos de segurança.

No que tange a natureza e aos seres vivos, de maneira análoga ao efeito dominó, a contaminação do solo, da água e do ar acarretam na contaminação dos seres vivos. Os danos causados por essa contaminação deve-se ao fato da substância ser cumulativa -ou seja, capaz de se acumular no organismo do indivíduo. Somado-se a isso, a maior incidência do câncer está em regiões que possuem alto uso das bases nocivas. Entretanto, parcela da população age com indolência em relação aos malefícios relacionados a esse veneno ou desconhecem os possíveis riscos atrelados a eles, uma vez que os interesses econômicos se sobrepor aos interesses da vida.

Portanto, observa-se que a Revolução Verde cumpriu seu papel com o aumento da produção de alimentos, mas pecou na qualidade dos mesmos. Por conseguinte, é preciso que a Organização Mundial da Saúde estabeleça normas que obrigue os agricultores a expor a dose e a marca utilizada e, também, promova campanhas publicitárias de conscientização com informações acerca das consequências atreladas à saúde e de métodos de lavagem para diminuir a quantidade do veneno ingerida, por meio dos canais de comunicação -como jornais, mídias e redes sociais oficiais. Desse modo, a população conseguirá atuar como segundo fiscalizador dos alimentos que lhe são oferecidos além de terem consciência para questionar as possíveis mudanças nas leis dos agrotóxicos.