O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 29/06/2019

As populações de países produtores de alimentos, inclusive do Brasil, são vítimas diárias do uso indiscriminado de defensivos agrícolas. Seus efeitos nocivos é absurdamente alarmante, imputando severos riscos à saúde de manipuladores, consumidores e meio ambiente, o que se deve à incessante busca da otimização da produtividade no campo.

Em princípio, vale ressaltar que o uso de agrotóxicos contribui para o aumento da produção e qualidade das culturas. Porém, diversas pesquisas, como da Universidade Federal no Ceará, confirmam o uso em quantidades superiores ao recomendado e de produtos proibidos no país. Dessa maneira, registram também, elevados números de casos de distúrbios comportamentais, má formação de fetos, câncer e intoxicação de trabalhadores rurais associados à exposição prolongada e manuseio sem uso de equipamentos de proteção . Soma-se a isso os problemas de saúde desencadeados nos consumidores.

Além disso, estudos da Anvisa ratificam que o grande potencial de produtor e exportador de alimentos colocou o Brasil na indesejada posição de um dos maiores compradores de defensivos do mundo. Entretanto, dados da FAO referentes ao ano de 2016 divulgados pelo Ministério da Agricultura colocam o país no ranking de 44º usuário global, gerando, nessa perspectiva, insegurança em relação ao que consumimos e à veracidade das informações divulgadas.

Portanto, as consequências do uso exagerado de agrotóxicos são assustadoras. A fim de promover segurança alimentar e minimizar os riscos à saúde, é imprescindível que órgãos representativos e de controle como Sindicatos, Ministério da Agricultura, Anvisa e entidades imparciais de pesquisa trabalhem em conjunto para endurecer as legislações existentes, as fiscalizações, criar e disseminar técnicas agrícolas modernas, por meio de cursos e palestras, oferecendo novas alternativas aos meios de produção que reduzam as aplicações e mantenham a produtividade.