O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 19/06/2019

Após a Revolução Industrial, muitos países inovaram seus meio de produção no campo, trocando o uso manual por maquinário, assim possibilitando novos meios de cultivos. Atualmente dentre esse meios inovadores se apresenta o uso de agrotóxicos, que no cenário brasileiro se destaca por seu elevado uso, o que se leva a ressaltar o que causa esse uso e os riscos a saúde do produtor e consumidor.

Em uma primeira análise, é possível se destacar que o Brasil é o campeão em uso de agrotóxicos, são 539,9 toneladas por ano, segundo o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente. Esse uso é justificado por conceito que o Brasil possui mais pragas nas lavouras que os demais países, por isso o uso de agrotóxicos que foram proibidos em países como Europa, Canadá e Estados Unidos em 1985, ainda são utilizados no país. Outra explicação é a utilização de sementes geneticamente modificadas, os transgênicos, na qual sua alteração é programada para os agrotóxicos, assim resultando na produtividade que se espera.

Diante o exposto anteriormente, se destaca o recorrente uso dos produtos em diversos alimentos consumidos diariamente, como tomate e legumes, desta forma podendo causar danos a saúde, seja para o consumidor, produtos e fabricante. Segundo o Instituto Nacional do Câncer, dependendo do tempo exposto ou do valor consumidos destes agrotóxicos pode se desenvolver câncer, nos casos mais graves, outro efeito são crônicos tais como, problema respiratório, anormalidade na produção de hormônios da tiroide, dentre outros, contextos que evidenciam o levantamento realizado por Organização Mundial da Saúde, que apresentou dados de 20 mil mortes por ano, devido ao consumo de agrotóxicos.

Portanto, conclui-se que, cabe ao Ministério da Saúde junto ao Ministério da Agricultura desenvolver uma plataforma de controle mais rigoroso sobre a quantidade de agrotóxicos utilizadas nas produções agrícolas, e disponibilizar aos laboratórios instrumentos e incentivos financeiros para pesquisas e desenvolvimento de produtos menos agressivos a saúde, por meio de verbas governamentais, assim disponibilizando uma produção de alimentos mais saudável para todos.