O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 21/06/2019
Funcionando conforme a Primeira Lei de Newton, a Lei da Inércia, a qual afirma que um corpo tende a permanecer em movimento até que uma força atue sobre ele mudando o seu curso, tem-se sobre mesma óptica que os entraves ocasionados pelo uso de agrotóxicos são problemas que continuam a persistir no Brasil e no mundo. Diante disso, o advento da modernização do agronegócio somado a má gestão pública configuram-se como agentes agravantes da situação atual.
Em primeiro plano, é preciso atentar para a questão das transformações ocorridas com o desenvolvimento da agricultura em virtude da revolução técnico-cientifica do final do século XX. Onde pode-se observar o fenômeno da Revolução Verde, que aumentou bruscamente a produtividade em colheitas como soja, trigo e arroz, proporcionado pelo uso de sementes geneticamente modificadas e uso de agrotóxicos. Entretanto, esse novo modelo de agronegócio veio munido de desvantagens, pois os produtos químicos usados para combater pragas possuem consequências nocivas às comunidades do ecossistema terrestre. Dentre eles está o DDT, que mesmo já tendo seu uso banido no Brasil, ainda causa danos aos seres vivos devido seu efeito acumulativo na cadeia alimentar. De acordo com Instituto de Saúde Pública em Berkeley, Califórnia ele também aumento do risco de câncer de mama e causa inúmeras outras alterações metabólicas.
Ademais, as concessões do Governo Federal mediante ao uso de defensivos agrícolas contribuem para deixar a situação ainda mais fora de controle. Segundo o jornal O Globo, mais de 30 agrotóxicos já foram liberados para uso em lavouras brasileiras desde o início de 2019, onde nunca se verificou na história do país tantas permissões em um período tão curto de tempo. Nesse contexto, as consequências para o meio ambiente são alarmantes, como: a contaminação de lençóis freáticos que causam a morte dos animais, tornando a água poluída e inutilizável para o próprio ser humano. Assim, observa-se que o resultado de tais ações contribuem para a permanência dos transtornos gerados pelo uso de pesticidas, assim como o corpo que continua em movimento pela Lei da Inércia.
Portanto, fica evidente a necessidade de uma tomada de medidas que alterem este cenário, tais como: a reavaliação dos métodos de concessões do Estado ao uso de pesticidas por meio de exames laboratoriais mais rígidos, feitos pelos órgãos responsáveis pela liberação dessas substâncias (Anvisa, Ibama e Ministério da Agricultura), para que a população e o meio ambiente não sejam impactados pela utilização em excesso de defensivos agrícolas. Assim será possível encontrar um meio que funcione como a força definida por Newton, capaz de realizar a mudança no percurso dos problemas ocasionados pelos agrotóxicos de sua permanência para sua extinção.