O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 20/06/2019

População refém à agrotóxicos

O uso de agrotóxicos vem crescendo em grande escala, conforme o nível de exportações crescem. Em décadas passadas, se usavam poucas ou quase nenhum tipo de defensivo agrícola, com isso, se existia muitas perdas de lavouras. Por um lado, temos o ponto positivo, pelo simples fato da população não sofrer tanto com os problemas que podem ser causados pelo uso excessivo destes, e ao mesmo tempo, havia ainda, o prejuízo financeiro e físico dos trabalhadores rurais.

Se houver uma análise simplista, decorrente de histórias ouvidas de nossos avós, pais, tios, dentre outros, de suas qualidades de vidas em décadas passadas, será mesmo que o uso excessivo de herbicidas, inseticidas e fungicidas é compensatório em meio a tantos efeitos colaterais que eles podem causar a saúde física e psíquica desde os produtores, até aos consumidores? Vivemos uma era, onde quanto mais se tem melhor é, que pensamos no hoje e nos esquecemos de como pode influenciar cada escolha no amanhã. Assim, se produzo em grande escala uma lavoura, usando agrotóxicos específicos para que não haja perda de produto final, é motivo de comemorações, porque produzi muito e assim terei ótimos lucros, mas nos esquecemos que para tanto, há um processo e este possui mecanismos usados que podem desestruturar a população.

O Ministério da Agricultura liberou o registro de 31 agrotóxicos no país em abril de 2019. Em uma audiência na Câmara dos Deputados, a ministra da agricultura Tereza Cristina defende a liberação do uso de agrotóxicos, e ainda relata que “o uso destes, é devido a falta de informação e uso incorreto de pesticidas.” Em meio a tantas formas de informatizar, ainda existe esta falta no meio do agronegócio.

Contudo, se faz necessário através de palestras, fiscalizações, movimentos com agentes de saúde e ambiental, levar à população e produtores rurais informações capazes de influenciá-los a transformar o que hoje a produção é refém à agrotóxicos, a serem reféns à vida.