O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 27/06/2019

As inovações tecnológicas na agricultura para a obtenção de maior produtividade através do desenvolvimento científico e maquinário, ficou denominada de Revolução Verde. No entanto, quando se observa o uso de agrotóxicos, no Brasil, hodiernamente, levando-se em consideração aspectos humanísticos, econômicos e até mesmo ambientais, verifica-se que a implantação de tal prática tem causado inúmeros danos a sociedade.

É indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. De acordo com dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o Brasil é campeão mundial no uso de agrotóxicos. De maneira análoga, é possível perceber que, tal fator está ligado principalmente a questão econômica do país, tendo em vista que o mesmo é um dos maiores produtores agrícolas do mundo e o quadro econômico é voltado à exportação. Porém, em uma perspectiva ambiental, verifica-se que o uso inapropriado de tais toxinas gera preocupação em virtude de diversos impactos ambientais, dentre eles a contaminação do solo, da água e dos animais.

Outrossim, destaca-se o descaso à saúde pública como impulsionador do problema. Como já dito pelo filósofo alemão Arthur Schopenhauer, o maior erro que o ser humano pode cometer é sacrificar a sua saúde  qualquer outra vantagem. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que, o uso excessivo de produtos químicos reflete diretamente não só na saúde do consumidor, como também na dos trabalhadores rurais que realizam a aplicação dos mesmos, submetendo-se a diversos tipos de doenças que são ocasionadas por tais produtos. Pesquisas realizadas por órgãos como a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO) e Ministério da Saúde, apontam aquilo que muitos agricultores já perceberam: agrotóxicos podem causar diversas doenças. Entre elas, problemas neurológicos, como depressão e ansiedade e também diversos tipos de câncer.

Portanto, torna-se evidente que o atual cenário da agricultura precisa de mudanças que garantam o bem estar populacional. Destarte, o Governo em parceria com o Ministério da Agricultura, deve criar fiscalizações nos setores que realizam a aplicação de determinados tipos de agrotóxicos, em que a maioria é usada de forma ilegal e irresponsável, promovendo maior controle de tais casos e diminuindo o uso inadequado de tais produtos. Ademais, o Ministério da Saúde deve acompanhar a população que está exposta a locais tóxicos e os trabalhadores rurais, orientando-os e visando a prevenção de futuras doenças, através de palestras nas comunidades e em escolas, incentivando-os a cultivar o próprio alimento e não ingerir substâncias tóxicas, a fim de que tal cenário seja revertido e não torne-se apenas uma questão comum voltada a economia do país.