O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 23/06/2019
Durante a primeira república no Brasil existia a “política dos governadores” - uma gestão governamental que contava com favores e privilégios aos grandes latifundiários locais em troca de voto para os governadores.- Entretanto, observa-se que o legado de tal parceria perdura-se no contexto hodierno, visto que a bancada ruralista possui enorme influência nas decisões estatais e contribui para o uso excessivo de agrotóxicos na agricultura brasileira. Exponenciando duas problemáticas principais, a falta de controle estatal propiciadora da busca irracional por lucros e os danos irreversíveis para a saúde dos consumidores.
Em primeiro lugar, destaca-se a falta de gerência pública acerca do uso de defensivos agrícolas efetivando a procura incessante da lucratividade - por parte dos grandes produtores.- Outrossim, conforme o sociólogo Listzy Vieira “a defesa do lucro tornou-se mais forte que a defesa da vida.” Ratificando a negligência com a saúde dos consumidores, ao passo que os ganhos são superestimados. Ademais, segundo o G1 globo, o Brasil ocupa primeiro lugar no ranking do uso de pesticidas notabilizando a ingerência governamental e o controle, majoritariamente econômico, da bancada ruralista que exclui toda e qualquer garantia de segurança social.
Em uma segunda análise, nota-se que a utilização de agroquímicos propicia danos inconversíveis à saúde. Dessa maneira, segundo a Organização Mundia da Saúde (OMC) os fitossanitários são responsáveis por doenças como, arritmia cardíaca, câncer, lesões renais, alergias respiratórias, dentre outras. Além disso, conforme postulado pelo filósofo alemão Schopenhauer, “o maior erro que um homem pode cometer é sacrificar a sua saúde a qualquer outra vantagem.” Evidenciando que o Brasil trilha um caminho controverso de desenvolvimento, logo faz-se necessário ampliar a valorização da vida em detrimento da busca insana por capital.
Destarte, é mister que o governo federal assuma o poderio no que tange ao uso de agrotóxicos e regule a problemática. Por meio de projetos de leis que -ao contrário de flexibilizar- iniba o uso de pesticidas, aplicando medidas punitivas - através de impostos- a produtores que não acatarem a imposição, visando reduzir o uso e melhorar a qualidade de vida dos consumidores. Bem como, tais leis devem ser veiculadas e alcançarem toda a população, por meio de panfletagem, palestras comunitárias e veiculação nas páginas oficiais do governo, a fim de que os civis conheçam seus direitos e participem ativamente da política de contenção do uso de fitossanitários. Com isso, a nação tupi guarani trilhará caminhos de desenvolvimentos econômicos, e também, sociais. Do mesmo modo, conterá as raízes da “política dos governadores” e fará com que a justiça e a população protagonizem as decisões do país.