O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 30/06/2019
A Revolução Verde, ocasionada pós-guerra, promoveu a criação de fertilizantes e agrotóxicos que foram responsáveis por uma explosão na produção de alimentos e esses desenvolvimentos também chegaram ao Brasil. No entanto, hodiernamente, há um uso descontrolado de agrotóxicos no Brasil. Isso ocorre, seja pela falta de capacitação no emprego desses produtos, seja pela falta de fiscalização sobre o uso desses defensivos agrícolas. Dessa forma, urge alterar esse panorama calamitoso.
A priori, a problemática do uso excessivo de agrotóxicos é causado pela falta de capacitação para aplicar esses produtos. Sob essa análise, muitos dos trabalhadores rurais não tem o conhecimento técnico e não usam os EPI´s - Equipamentos de Proteção Individual - para aplicação desses defensivos e acabam por se intoxicar, em sua grande maioria, o que pode causar efeitos colaterais que vão de problemas neurológicos e psicológicos - como a depressão - até a morte. Sendo assim, é necessário capacitar esses trabalhadores.
A posteriori, a falta de fiscalização pelos poderes governamentais sobre a quantidade de agrotóxicos perpetua o desafio brasileiro com o uso exagerado dos pesticidas. Nesse espectro, com o aumento do uso de agrotóxico a cada ano, há a contaminação de alimentos - sobretudo os hortifrutigranjeiros - causando, consequentemente, a intoxicação alimentar das famílias brasileiras. Dessa maneira, é imperioso controlar o uso de agrotóxicos.
Destarte, cabe ao Ministério da Educação, junto ao Ministério da Agricultura, alterar a mentalidade dos trabalhadores por meio da disponibilização de cursos gratuitos de aplicação de agrotóxicos e do uso correto dos EPI´s para que os acidentes de contaminação dos trabalhadores rurais diminuam -reduzindo índices de morte e de depressão. Ademais, o Governo Federal, por meio do Poder Legislativo, deve reduzir o uso excessivo de pesticidas por meio da reformulação das leis vigentes que regule e fiscalize mais rigorosamente o uso de agrotóxicos para que os alimentos vendidos não sejam tão contaminados e os agricultores sejam menos expostos aos riscos. Assim, poder-se-à fazer um uso coerente e seguro dos adventos da Revolução Verde.