O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 30/06/2019
A Revolução Verde foi um evento ocorrido na década de cinquenta, a qual objetivava prover maior qualidade devida aos cidadãos, por meio de tecnologias inovadoras como a mecanização agrícola e o uso de agrotóxicos. Entretanto, indo de encontro a esse objetivo, no Brasil hodierno, a utilização indiscriminada de veneno nas plantações colocam em risco a saúde dos brasileiros. É imprescindível, assim, discutir a participação do agronegócio e do governo na perpetuação desse problema.
Mormente, é inocente acreditar que a agricultura no país prioriza a saúde da população. Sob tal ótica, Hans Jonas, importante filósofo do século XX, já falava em seu tempo que uma ação ética é aquela baseada no cuidado com as gerações futuras e com o meio ambiente. Tal ideal, infelizmente, está longe de ser concretizado no Brasil, umas vez que a produção agrícola volta-se prioritariamente para o aumento da produção para satisfazer o mercado e a economia, nem que para isso sejam manipulados venenos que causam desde distúrbios neurológicos até câncer.
Ademais, é indubitável a irresponsabilidade do Estado perante a problemática. Nesse contexto, levantamento feito pela Organização Mundial da Saúde revelou que o Brasil é o líder mundial no uso de agrotóxicos. Tal dado alarmante é resultado não só da flexibilização jurídica, basta observar o novo projeto de lei,“PL do veneno” - o qual prevê menor burocracia no udo de agrotóxicos- mas também da pouca fiscalização de pequenas e grandes propriedades. É notória, portanto, a absurda ausência do Poder Público na proteção dos consumidores.
Destarte, fica axiomática a necessidade da mitigação dos desafios para garantir o bem-estar dos brasileiros. Urge, desse modo, que a Mídia promova a mobilização da população e do Estado, por meio da divulgação de dados e irregularidades em agrossistemas em comercias e documentários, com a participação de especialistas (agrônomos, biólogos) e pesquisas. Espera-se, com isso, alarmar os cidadãos, incentivando-os a cobrarem do Governo medidas efetivas.