O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 30/06/2019

Segundo o biólogo Charles Darwin, a ganância e a busca pela ascensão social ocasionariam a destruição da natureza. Não muito distante do meio contemporâneo, essa teoria, na prática, torna-se evidente através do uso dos agrotóxicos, que, por sua vez, são ameaças à saúde do indivíduo e do meio ambiente, em troca da alta produtividade e lucro. Assim, é fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

A piori, vale ressaltar a falta de fiscalização do uso dos agrotóxicos como um fator que contribui para a persistência da problemática. Acerca disso, a má execução e a venda descontrolada dos defensivos agrícolas acarretam problemas para o meio ambiente – contaminação do solo, por exemplo – e, em sua maioria, para o próprio trabalhador rural – intoxicação, por exemplo. Quanto a isso, é pertinente trazer estudos que comprovem os argumentos susoditos: Com base nos estudos do Ministério da Saúde, cerca de sete pessoas são intoxicadas por dia pelos agroquímicos.

Paralelamente, cabe analisar o papel do trabalhador nesse âmbito. Em relação a isso, a ausência de capacitação profissional fomenta a perpetuação do impasse, uma vez que aumenta as chances do uso descontrolado dos agrotóxicos, caso o funcionário não seja qualificado. Logo, é substancial a alteração desse quadro que vai de encontro à precariedade do meio ambiente e da saúde dos indivíduos.

Em suma, faz-se necessário a tomada de medidas atenuantes ao entrave abordado. Posto isso, concerne ao Estado mediante o Ministério da Agricultura, a criação de um projeto que vise conscientizar e garantir o controle do uso dos defensivos agrícolas. Tal plano deve ser instrumentalizado com a oferta de cursos profissionalizantes mediados por profissionais, cujo objetivo seja garantir a utilização correta dos agrotóxicos. Dessa maneira, o Brasil e o mundo poderão garantir a saúde da população e, o pensamento Darwinista seja extenuado.