O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 23/06/2019

Segundo o escritor Eduardo Galeano, a utopia encontra-se inalcançável no horizonte, logo, possui a função de motivar o ser humano em direção a um objetivo distante.Analogamente, observa-se, na sociedade brasileira contemporânea, a necessidade de buscar a utopia quando se trata do impasse acerca do uso de agrotóxicos no Brasil.Diante desse aspecto, é possível afirmar que a Indústria Cultural e a hipermodernidade são pontos dessa problemática,devendo,então, ser combatidos.

Em primeira análise, é importante analisar a Indústria Cultural na continuidade da alienação do indivíduo.Tal conceito, criado pelos pensadores da escola de Frankfurt, explicita-se no fato de a classe dominante controlar as notícias sobre o mal que o uso de agrotóxicos, presente nos alimentos agrícolas, causa no organismo.Com isso, a parcela dominada carece de informação, uma vez que é vista como um grande mercado consumidor e se tais notícias forem divulgadas, o consumo desses alimentos irá reduzir, causando prejuízos ao agronegócio.Nessa perspectiva,pode-se afirmar que a Indústria Cultural é um fator que impede a redução do uso dos defensivos agrícolas.

Outrossim, cabe destacar a hipermodernidade como vertente relevante.Nesse contexto, o filósofo francês Lipovetsky estipula que, na era pós moderna, há uma individualidade aflorada nas pessoas, gerando, assim, uma falta de empatia.Desse modo, com o aumento da aplicação do pesticida, ocorre uma notável diminuição da fauna brasileira, como a redução de abelhas, por exemplo.Logo, será possível notar mudanças nos ecossistemas, alterando não somente o meio ambiente, mas também a agricultura já que são insetos responsáveis pela polinização.Sob esse viés, é válido ressaltar que o afloramento da individualidade da pós modernidade definida por Lipovetsky agrava tal cenário.

Fica claro, portanto, que transformações são necessárias de forma a garantir uma melhora no quadro do uso de agrotóxicos no Brasil.Para tanto, é papel do Poder Legislativo e Executivo, por meio da associação com o Ministério da Saúde e do Meio Ambiente, criar leis mais rígidas as quais sejam efetivamente cumpridas e respeitadas, a fim de preservar tanto a fauna brasileira  quanto a saúde da população, com o objetivo de diminuir os uso de pesticidas.Assim, a longo prazo, a efetiva valorização de produtos orgânicos deixará de ser uma utopia distante no horizonte da nação.