O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 24/06/2019

O uso frequente de agrotóxicos no Brasil permite promover uma maior produtividade da indústria agropecuária. Todavia, apesar de estimular o “desenvolvimento precoce” do setor primário e causar a destruição de certos fungos e bactérias, a utilização desordenada de tais produtos têm causado, nos últimos anos, impactos nos setores da saúde e ambiental, o que se pode confirmar em razão dos registros de intoxicação no campo e ao agravamento das contaminações no solos e dos lençóis freáticos.

A princípio, vale ressaltar que o Brasil é o maior consumidor de defensivos agrícolas no mundo e, por ano, de acordo com o G1, a taxa utilizada ultrapassa 500 mil toneladas. Portanto, o uso gradativo de alimentos que apresentam índices negativos de agrotóxicos pode ocasionar, a longo prazo, o acúmulo de substâncias tóxicas no organismo. Isto se dá por meio da ingestão (ou inalação do veneno quando jogado) de frutas e hortaliças que no decorrer da bioacumulação – aglomerado de estruturas contaminadas, as quais, a medida que se aumenta o nível trófico, acumulam-se nos organismos – podem acarretar o desenvolvimento de doenças respiratórias, cânceres e, até mesmo, transtornos mentais.

Ademais, outro fator que ilustra problemas causados pelo uso negligenciado de pesticidas são os impactos ambientais. Por não saberem a dosagem certa (ou o produto certo) que cada plantação deve receber, alguns agricultores, por falta de treinamento e/ou auxílio de experientes, exageram nas quantidades de substâncias direcionadas aos solos e vegetais. Como resultado, as plantas não conseguem absorver todo componente químico que foi jogado na superfície e consequentemente, além de causar a infertilidade do solo, contamina, também, ambientes dulcícolas quando o material é carregado pela chuva.

Infere-se, por conseguinte, medidas necessárias para resolver o impasse. Em primeiro instante, é indispensável uma pauta sobre a criação e inserção da educação ambiental nos municípios. Devido a isso, as escolas, com auxílios do governo municipal, devem promover programas e atividades extracurriculares, que deverão ser desenvolvidas por alunos e membros da comunidade, com questionamentos voltados à produção alimentar, o uso de produtos químicos e os impactos ocasionados pela utilização dessas substâncias no intuito de fazer com que esses indivíduos discutam e analisem os dois polos (negativo e positivo) do uso de substâncias químicas na agropecuária e se esta é a alternativa mais plausível pra o desenvolvimento socioeconômico do Estado.