O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 24/06/2019
No século XVIII, a partir da Revolução Industrial, o mundo começou a se desenvolver mais rapidamente. Eventualmente, o consumismo aumentou e novos estilos de vida surgiram na sociedade. No atual contexto, o Brasil é um grande produtor de commodities e com o intuito de aumentar sua produção é cada vez mais notória a presença de defensivos agrícolas nos alimentos. Entretanto, essa situação é alarmante, haja vista que o uso indiscriminado de agrotóxicos favorecido pela bancada ruralista no Congresso intensifica as consequências, como a intoxicação de pessoas e do meio ambiente.
Desse modo, é necessário salientar a presença de uma bancada ruralista - frente parlamentar que atua em defesa dos interesses dos proprietários rurais - colabora para a contínua presença dos agrotóxicos nas plantações, pois isso proporciona um maior lucro aos produtores. Por esse motivo, nota-se que isso contribui não só com a regularização do uso de defensivo agrícola, como também desestimula a produção de alimentos orgânicos. Nessa vertente, enquanto preocupam-se com a produção de soja e demais commodities a população fica à mercê de toxinas.
Para Thomas Malthus, o crescimento populacional seria maior do que o de alimentos e em decorrência disso haveria fome. Com base nessa teoria os grandes agricultores fazem uso indiscriminado de agrotóxicos, alegando que sem eles não haveria alimento para suprir a necessidade da sociedade. Entretanto, ao contrário do que se pensa, o uso de defensivos agrícolas não garante alimento para o mundo, de acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas), só no Brasil, mais de 5 milhões de pessoas enfrentam o quadro da fome. Ademais, pesquisas feitas pelo Ministério da Saúde apontam que os agrotóxicos podem causar diversas doenças, como problemas neurológicos e motores. Sendo assim, não há segurança para o consumo dessas substâncias que além de intoxicantes possuem alto potencial carcinogênico.
Fica claro, portanto, que a disseminação de agrotóxicos é algo extremamente perigoso para todo o mundo, o primeiro passo para transformar essa realidade é reduzir o consumo dessas substâncias. Para isso, é necessário que o Ministério da Agricultura identifique o produtor de alimentos, fiscalize e oriente através de campanhas sobre modos de produção sem agrotóxicos. É de extrema importância implantar e incentivar uma política agroecológica para produzir alimentos de qualidade e em quantidade suficiente para toda população. Em virtude disso, o economista João Bosco da Silva afirma: “A responsabilidade social e a preservação ambiental significam um compromisso com a vida”. Dessa forma, poderemos um dia ter uma alimentação rica e livre de agrotóxicos.