O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 25/06/2019

Agrotóxicos: Defensores que não defendem

Não raro, toma-se conhecimento do intenso uso dos chamados defensores agrícolas que, apesar do nome, não geram tantos benefícios. Historicamente, passaram a ser produzidos logo após a Segunda Guerra Mundial, quando desenvolvimento do setor bélico teve que ser transferido para o agro, na chamada Revolução Verde. Todavia, devido aos efeitos colaterais na saúde e meio ambiente esse uso deve ser controlado.

Deve-se pontuar, inicialmente, que o uso exagerado dos agroquímicos, por consumo ou exposição, podem causar intoxicação alimentar de diversos tipos, entre outros problemas. Porém, o que chama atenção são os dados do site mundoeducacao.bol.uol.com.br. Segundo ele, cerca de 200 mil mortes são causadas anualmente pelo mau uso desse insumo. Mas o que, geralmente, torna-os tão letais é a falta de conhecimento desses efeitos, e por serem sintomas simples - como náusea, vômito e tontura - muitos não buscam um diagnóstico médico.

Além disso, apesar dos agrotóxicos estimularem e facilitarem o crescimento de diversos cultivos, o meio ambiente paga um alto preço. Pois em virtude do pesticida matar as pragas e seres que vivem na plantação podem, sem querer, atingir espécies fundamentais de um ecossistema. Como resultado, ocorre um desequilíbrio ecológico - retirando uma camada da cadeia trófica - e biológico. Outrossim, ainda degrada recursos naturais tais como o solo, a água e a fauna, podendo modificar as condições climáticas.

Desse modo, é perceptível a necessidade de mudar esse cenário. Portanto, para que a população tenha melhores condições de saúde e melhor relação com o ambiente, cabe ao Ministério da Educação e da Saúde implantarem na BNCC (Base Nacional Comum Curricular) educação alimentar, que alerte sobre os riscos dos agroquímicos, através de aulas dinâmicas e cartilhas. Assim, as crianças podem levar esses dados para casa e incentivar os pais a usarem produtos orgânicos.