O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 25/06/2019

São notórios e assustadores os males causados por pesticidas na agricultura. Uma evidência disso foi a pesquisa realizada pela FioCruz, em julho de 2018, que revelou que em 12 anos quase 115.000 pessoas foram diagnosticadas com intoxicação alimentar devido a essa prática. Muitos são os desafios para exterminar de vez o uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo, e dentre eles destacam-se: a falta de empenho por parte das autoridades e a conscientização da população.

Em uma primeira análise, vale ressaltar o uso indiscriminado das substâncias venenosas sem supervisão. Os alunos da Escola Politécnica de Química da UFRJ fizeram um projeto que visava alertar a população carente local os riscos para a saúde. Neste estudo, foi encontrada uma quantidade muito superior ao permitido de acefato, que compromete os neurônios, e de metamidofós, proibido desde 2014. O caso foi denunciado para a ANVISA e 2 anos após o ocorrido, nenhuma medida coercitiva foi tomada.

Além disso, outro fator comprometedor é a falta de informação dos consumidores que deveriam se recusar a comprar produtos não orgânicos. Infelizmente, estes não são apenas mais baratos mas também, muitas vezes, os únicos disponíveis no mercado. Entretanto, segundo Adam Smith, existe a lei da oferta e da procura, então, quanto mais exigentes forem os compradores, mais os vendedores se verão obrigados a oferecer para não perder demanda.

Fica evidente, portanto, que são necessárias medidas concretas na resolução desses entraves. Pode-se contar com o Poder Judiciário para fazer valer a lei por meio de punições mais efetivas, agilizando os processos e julgamentos a fim de diminuir a impunidade. E como bem ilustrou o filósofo Kant:“O ser humano é aquilo que a educação faz dele”, logo, cabe, também, às escolas, a promoção de sarais e debates acerca do tema, conscientizando as crianças para formar adultos mais responsáveis. Espera-se que assim, a sociedade fique cada vez saudável.