O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 28/06/2019

De acordo com a Terceira Lei de Newton, para toda ação exercida por um corpo, há uma reação de sentido oposto. Partindo dessa perspectiva,o intenso uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo propicia uma maior durabilidade e resistência as plantações - o que aumenta sua produtividade- porém, esse uso demasiado de produtos químicos acarreta uma alimentação danosa à saúde humana. Diante disso, pode-se destacar a negligência governamental e o individualismo como os principais propulsores desse problema.

Em primeiro plano, é indubitável que o governo acabe por não desempenhar de maneira eficiente suas obrigações com a saúde da população. Isso ocorre porque, segundo o filósofo contratualista Rousseau, a sociedade deve ser organizada de modo a beneficiar o equilíbrio social. Sob essa perspectiva, é possível afirmar que é dever dos governantes garantir o bem estar do corpo social como um todo. Todavia, os grandes usos de pesticidas nas plantações e a falta de fiscalização estatal quanto ao uso adequado dos defensivos agrícolas propicia uma interferência direta na qualidade de vida dos indivíduos, uma vez que a intoxicação por agrotóxicos pode ocasionar diversos sintomas e até mesmo a morte. Desse modo, fica evidente que o tecido social não detém seus direitos fundamentais , como o direito à saúde, respeitados.

Ademais, o exacerbado individualismo é um dos fatores responsáveis pelo crescimento do uso de agrotóxicos. Isso acontece pois, de acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, as formas de vida contemporânea se assemelham pela vulnerabilidade e fluidez, sendo incapazes de manter relações interpessoais concretas e duradouras. Em decorrência dessa fragilidade nos laços afetivos, a supremacia do eu, a falta de empatia e de solidariedade diante da dor do outro são potencializadas. Assim, a maioria da população acaba, muitas vezes, não se importando se os agroquímicos afetam a sociedade e o meio ambiente, devido a constante busca pelo aumento da produtividade e do lucro.

Evidencia-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para mitigar esse problema. Para isso, cabe ao Ministério da Educação, em conjunto às instituições de ensino, a inserção de novas disciplinas ao currículo escolar sobre alimentação e saúde, sendo realizadas por meio de palestras semanais elaboradas por nutricionistas, a fim de não apenas alertar os alunos-cidadãos acerca dos malefícios dos agrotóxicos, mas também promover uma mudança efetiva no comportamento social da população. Então, uma sociedade mais consciente e saudável será instaurada.