O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 26/06/2019

A contemporaneidade foi o cenário de um vertiginoso avanço nas ciências, que culminou na revolução verde, em meados do século XX. Com isso, houve o surgimento e o desenvolvimento de diversas áreas, sendo os defensivos agrícolas uma delas.  Ademais, a utilização dos agrotóxicos mostrou excelentes resultados no controle de pragas, o que resultou em aumentos expressivos da produtividade no campo. Porém, ao decorrer do tempo a utilização dessas substâncias, em larga escala, se mostrou preocupante. Devido à contaminação dos recursos naturais, à intoxicação de humanos e, recentemente, aos indícios de alguns agroquímicos estarem relacionados ao desenvolvimento de cânceres. Portanto, sua comercialização e sua aplicação merecem atenção das autoridades sanitárias de cada país e, também, da população mundial.

A priori, a utilização dos pesticidas é benéfica, em relação à produção alimentar. No entanto, o uso indiscriminado é bastante prejudicial. Pois, o excesso de tais compostos nas plantações contaminam os alimentos acima dos limites determinados por agências internacionais. Além disso, pode ocorrer a contaminação de mananciais, o que impossibilita o consumo humano dessas águas. Logo,  é evidente que haja uma aplicação mais consciente dos defensivos agrícolas.

O Brasil é um grande produtor de alimentos no mundo, cerca de 5,9% da produção mundial, chegando a ter duas safras por ano, às vezes até três safras. Por outro lado, para compensar essa produção gigantesca, é utilizado uma imensa quantidade de praguicidas. Segundo a FAO, órgão da ONU para a alimentação e a agricultura, o país gastou cerca de 10 bilhões de dólares em defensivos em 2013, à frente da China e dos EUA. Infelizmente, essas substâncias chegam nos alimentos dos brasileiros, inclusive, alguns relatórios de instituições pesquisa estimam que os brasileiros consumam cerca de 5 litros de agrotóxicos por ano, o que é alarmante.