O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 25/06/2019

Segundo a Universidade Federal do Ceará, a região agrícola de Limoeiro do Norte, no Ceará, tem o índice de câncer 38% maior do que nas cidades onde não há grandes lavouras e essa alta taxa deve-se principalmente ao uso de agrotóxicos em grande escala na localidade. Logo, é fato que o uso indiscriminado de defensivos agrícolas põe em risco não só a saúde dos trabalhadores rurais, mas também do consumidor.

Convém ressaltar, em primeiro plano, que o risco maior de intoxicação fica para aqueles que fazem o manuseio e aplicação dos biocidas nas plantações, que ao serem expostos a estes, são intoxicados principalmente pelas vias aéreas e cutâneas, o que aumenta os riscos de cânceres pancreáticos e de pele. Além disso, de acordo com pesquisas feitas pela UFRJ, a exposição a longo prazo causa distúrbios neurocomportamentais, como depressão e ansiedade, podendo inclusive, acarretar em suicídio.

Outrossim, após estudos realizados pela ANVISA, em 10 anos aumentou em 190% a venda de agrotóxicos no Brasil, o dobro da venda mundial. Nessa perspectiva, a forma de uso desregrada dos pesticidas no Brasil, afeta não só os trabalhadores do campo, mas aos consumidores, com a insgestão de frutas e verduras repletos de veneno, como é o caso do pimentão, no qual foram encontrados as maiores taxas, conforme a ANVISA. Dessa forma, em busca de uma alimentação saudável e um consumo sustentável, os produtos orgânicos tornam-se uma das principais alternativas.

Infere-se, portanto, a necessidade de assegurar a saúde humana brasileira. Dessarte, urge que o Ministério da Agriculta - responsável por formular e implementar as políticas para o desenvolvimento do agronegócio - faça uma melhor análise dos agrotóxicos lícitos no país, vetando aqueles de grande periculosidade, e que ademais, viabilize por meio de incentivos fiscais os equipamentos de proteção individual, para que assim, tanto o processo quanto o consumo sejam assegurados.