O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 26/06/2019
O DDT é um tipo de agrotóxico e foi o primeiro sintetizado no mundo, no fim do século XIV. Porém, entre os muitos problemas que afligem a sociedade brasileira contemporânea, destaca-se, lamentavelmente, que o uso de muitos desses pesticidas são bastantes prejudiciais à saúde da população, sobretudo a dos agricultores. Dessa forma, é fundamental que o Poder Público e a sociedade civil atentem para esse grave quadro, analisando suas causas e consequências, a fim de obter caminhos para combatê-lo.
A princípio, convém observar que o uso de agrotóxicos causam vários problemas de saúde, hoje, no Brasil. Um dos motivos mais preocupantes são os relacionados aos agricultores, cujo contato com o veneno é direto, na maioria dos casos. Isso se deve ao fato de que muitos trabalhadores não utilizam os devidos equipamentos de proteção individual (EPI’s), causando danos irreparáveis a longo prazo. Um exemplo claro dessa situação é o desenvolvimento de doenças como câncer e depressão devido a exposição excessiva desse pesticida. Dessa maneira, é imprescindível que medidas governamentais sejam tomadas para resolução dessa infração.
Outro fator referente a essa problemática é, claramente, a falta da fiscalização dos agricultores, nas plantações, pelas Secretarias de Agricultura dos Estados. Assim, a quantidade de agrotóxicos excessiva e a não utilização de EPI’s são ignoradas, principalmente pelo baixo senso crítico da população, sobre suas graves consequências, e devido a certeza que não haverá fiscalização efetiva em suas propriedades de trabalho. Assim, é possível associar essa realidade ao pensamento do filósofo italiano Cesare Beccaria, o qual defendia, em sua tese, que a certeza do infrator sobre a impunidade contribui para a prática do delito, o que é lúcido, pois tanto as secretarias estaduais, quanto os agricultores não são efetivamente fiscalizados e ambos têm essa ‘‘confiança’’.
Portanto, medidas para resolver o impasse são necessárias. Desse modo, é preciso que o Estado, através do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), intensifique as fiscalizações das atividades das Secretarias de Agricultura dos Estados, para que estas possam realizar, de fato, a visitação e cobrança dos EPI’s nas plantações, fazendo com que o contato com o veneno seja diminuído consideravelmente e as doenças, aos poucos, erradicadas. Além disso, é importante que o MAPA divulgue, através das mídias televisivas, radiofônicas, impressas e digitais, o potencial prejuízo do contato direto com esses agrotóxicos, quando não ocorre a devida segurança no manuseio, para que todos tenham acesso a informação e essa problemática seja, gradualmente, solucionada pelas ações em conjunto do Poder Público e da sociedade civil.