O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 27/06/2019
A “praga” dos agrotóxicos
É inegável que há no Brasil uma necessidade de produção em larga escala, prática que provém do início da colonização, com o cultivo da cana-de-açúcar. Porém, isso trouxe problemas, como o uso excessivo de pesticidas e agrotóxicos nas lavouras brasileiras, cada vez mais descontrolado. Tal fato se deve a fatores como sua eficácia no controle de pragas e negligência estatal.
A princípio, o uso de agrotóxicos e pesticidas é justificado por sua eficiência em matar pragas que acabam com plantações ao redor do mundo. Segundo estudo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), morango, alface, maçã, banana e batata são um dos alimentos com mais resíduos de pesticidas, acima do permitido. Contudo, o seu uso pode trazer problemas para quem ingere tais produtos, o que é alarmante, pois dados do MS/Fiocruz mostram que entre 1999-2012, o Brasil teve 114598 registros de intoxicações agudas causadas por agrotóxicos - número consideravelmente alto.
Por outro lado, o descuido por parte do governo é um ponto a ser discutido. O Estado procura o aumento de capital, mas nem sempre olha os riscos que ações como o uso de agrotóxicos para aumentar a produtividade podem trazer. Segundo levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a média do uso de agrotóxicos no Brasil aumenta ano a ano, o que pode explicar as 2449 mortes por intoxicação entre 1999-2012, de acordo com dados do MS/Fiocruz.
Para controlar essa situação, incumbe aos proprietários de lavouras procurar práticas de controle cultural, como a rotação de culturas, que promove a troca da plantação de local com mais frequência e aumenta o cuidado com a terra. Outra técnica interessante é a chamada “Controle Biológico”, não nociva ao meio-ambiente, na qual se coloca no plantio um predador da praga para exterminá-la. Essa é uma prática saudável que substitui eficientemente os pesticidas. Além disso, é importante que o povo promova campanhas nas ruas, através de palestras, cartazes e o que mais for preciso, que informe ao restante da população todos os riscos do uso excessivo de agrotóxicos nos alimentos e que convençam os cidadãos a exigir uma mudança!