O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 26/06/2019

É inegável o fato que, no Brasil, o uso de agrotóxicos nas plantações do pais acresce, gradativamente, ano após ano, causando questionamentos no sentido de quanto é prejudicial para o organismo. Paralelamente, torna-se imprescindível que essa realidade precisa, urgentemente, ser enfrentada de forma consistente, tanto pela população em repudiar essa atividade, quanto por ambientalistas em repercutir meio de combate. Nesse âmbito, pode-se analisar que essa situação persiste devido à falta de políticas públicas e ausência de educação nutricional para o povo.

Em primeiro plano, o uso demasiado desses produtos é considerado um risco para a saúde humana. Nesse sentido, a Constituição Cidadã de 1988 é contrariada nos direitos à saúde e à cidadania, em virtude da precariedade na fiscalização desses insumos por meio de órgãos governamentais. Essa visão, então, está presente na má índole das empresas que através da falta de preparo do Governo em lidar com esse tema, elas elevam o uso de agentes químicos visando, basicamente, o lucro e a expansão econômica e negligenciando a saúde da população e de seus trabalhadores. Consequentemente, por causa disso, muitas pessoas estão sofrendo com a intoxicação e, também, com a triste realidade de casos como o câncer vinculado a ingestão desses insumos.

Além disso, outro fator que contribui para esse revés é a falha na conscientização do público por intermédio das mídias e instituições de ensino. Em consoante ao site G1, o Brasil consome 20% de todo agrotóxico comercializado mundialmente. Essa realidade está, diretamente, atrelada à inércia da sociedade que sem instrução dos riscos para a sua saúde ingerem, cada vez mais, sem se quer saber o que está comendo verdadeiramente. Outrossim, não somente o ser humano é prejudicado, além do mais  a natureza vem sendo lesada por via do meio ambiente e toda a fauna e flora, quando são usados de forma equivocada e sem nenhum tipo de proteção e descarte correto.

Uso de agrotóxicos, portanto, representa uma ameaça concreta não apenas aos indivíduos diretamente envolvidos como a todos os cidadãos que, indiretamente, também figuram como vítimas de seu legado. Nesse sentido, o Ministério da Agricultura deve impulsionar debates inacionais e o enfrentamento da concentração do poder econômico e influenciador das empresas que produzem essas substâncias, com o objetivo de estabelecer normas e regras que disciplinem a atuação das corporações transnacionais e dos grandes agentes presentes nas cadeias agroalimentares. Como resultado dessa nova perspectiva, espera-se diminuir a incidência de agrotóxicos nos alimentos.