O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 29/06/2019
A partir da década de 60 o grupo Rockefeller financiou as inovações tecnológicas na agricultura, a chamada revolução verde, sob o discurso ideológico de aumentar a produção para reduzir a fome no mundo. Contudo, percebe-se, na verdade, um interesse escuso em aumentar o mercado consumidor de insumos agrícolas prejudicando o meio ambiente e o bem estar dos trabalhadores rurais.
Em primeiro plano, tem-se os danos gerados ao bioma. A utilização dos agrotóxicos deve ser analisada com restrição, por serem líquidos solúveis são facilmente difundidos pelo ambiente. Além disso, como os malefícios são a longo prazo e de difícil quantificação gera uma despreocupação com a situação. No entanto, seu uso inadequado afeta o ecossistema, podendo levar a extinção espécies mais sensíveis como também a contaminação dos mananciais. Segundo dados do IBGE a utilização de agrotóxicos é a segunda causa de contaminação dos rios no Brasil.
Outrossim, há a questão da saúde ocupacional devido aos riscos do manuseio de substância de alta periculosidade. A ausência de fiscalização do poder Público nas relações de trabalhistas no campo permite o descaso do empregador com seu funcionário, muitas vezes sem o conhecimento devido sobre as gravidade dos produtos que manuseia. De acordo com a Organização Mundial de Saúde são registradas 20 mil mortes por ano causados por esses nocivos.
Torna-se imprescindível, então, novas medidas para reduzir o uso desses insumos. Nessa medida, cabe ao Ministério de Agricultura e Meio Ambiente contratar mais agentes de saúde para divulgar informações sobre os perigos e os equipamentos de proteção individual indispensáveis durante o seu manejo , por meio de palestras obrigatórias a todos os funcionários do agronegócio e da indústria de agrotóxico, com o fito de informa-los sobre o assunto. Ademais, deve-se restringir o uso a casos extremos sob a avaliação de um agrônomo, para manter o ambiente viável para gerações futuras.