O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 28/06/2019
Durante a década de 60, a Revolução Verde surgiu com um discurso sobre aumentar a produção de alimentos para acabar com a fome. Dessa forma, implementou-se um conjunto de inovações tecnológicas através de pesquisas em sementes, fertilizantes e agrotóxicos. No entanto, atualmente, a fome ainda persiste e aparece outro problema: o uso abusivo de defensivos agrícolas. Tal situação preocupante é recorrente no Brasil por causa da falta de fiscalização e pelo incentivo do próprio Estado.
A priori, sabe-se que o país é um dos grandes exportadores agropecuários do mundo, sendo a soja, o milho e a cana-de-açúcar os principais produtos exportados. Logo, é evidente a utilização de agrotóxicos para combater pragas nocivas à produção agrícola a fim de se obter maior produtividade e ganho. Porém, ao visar o lucro imediato desconsidera-se os impactos ambientais e humanos, como redução da fertilidade do solo, contaminação dos recursos hídricos e intoxicação. Ademais, a falta de fiscalização dos entes responsáveis contribui com o cenário de impunidade o que proporciona maior emprego desses compostos no campo
Nesse contexto, vale ressaltar a decisão publicada no Diário Oficial da União a qual fala sobre a liberação de 239 novos agrotóxicos no país. Entre eles, há vários itens já banidos pela União Europeia por causa do risco para o meio ambiente. Nota-se, portanto, uma postura do Estado mais voltada para o lucro do que para qualidade alimentar. Infelizmente, quem sofre as consequências da contaminação é a população com aparecimento de câncer, alergias, arritmias e fibrose pulmonar.
Destarte, a falta de controle e facilitação no uso de agrotóxicos demostram o descaso para com o meio ambiente e saúde pública. Logo, é necessário de imediato uma maior vistoria dos produtos por parte da ANVISA e pelas secretarias de Agricultura, Saúde ou Meio ambiente. Depois, incentivar uma mudança no modelo de produção. Surge como alternativa a agroecologia em que diminui a aplicação de produtos químicos, emprega teconolgias limpas e respeita a biodiversidade.