O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 28/06/2019

Com o salto tecnológico conhecido como Revolução Verde, a agricultura passou a se desenvolver em velocidade industrial. Dentre tantas inovações, surgiram os defensivos agrícolas, a partir do restante das armas químicas no período pós-guerra. Assim, seu uso irresponsável pode causar danos permanentes no equilíbrio ambiental e prejudicar a saúde pública da população brasileira.

Em primeira instância, os agrotóxicos servem, de maneira geral, para matar organismos indesejáveis. Conforme as previsões de Einstein, renomado pesquisador, sobreviveríamos poucos meses sem as abelhas. Para ilustrar, diversos insetos polinizadores morrem devido a ação de pesticidas extremamente nocivos. Dessa forma, a aplicação da lógica capitalista em maximizar os lucros,  diminui o bem-estar humano, o equilíbrio ecológico e a biodiversidade.

Ademais, a química da agricultura está diretamente relacionada a uma série de doenças graves. Recentemente, estudos do INCA (Instituto Nacional de Câncer) apontou para uma relação diretamente proporcional entre uso de agrotóxicos e incidência de câncer. Nesse sentido, na tentativa de acelerar e proteger suas safras, os latifundiários podem estar envenenando a população que consome seus produtos. Isto é, na prática, maiores gastos públicos com hospitais e tratamentos, como também mortes que poderiam ser evitadas.

Portanto, o uso de agrotóxicos com responsabilidade é imprescindível para o desenvolvimento sustentável e conforto para todos. Logo, é dever do Ministério da Agricultura promover soluções agrícolas mais sustentáveis. Por intermédio de subsídios e licitações, esse órgão do governo deve incentivar economicamente técnicas como a agricultura orgânica e a hidroponia, ainda muito encarecidas no Brasil. Consequentemente, o impacto sobre o meio ambiente e a saúde pública serão reduzidos sem prejudicar a economia, elevando o nível de vida do povo brasileiro.