O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 28/06/2019

O fruto proibido é algo da modernidade

Para o cristianismo, Adão e Eva, são a criação divina de Deus e moradores do paraíso. Entretanto, uma serpente faz com que Eva coma “o fruto proibido” e assim o casal é expulso do local. Analogamente, nos dias atuais o uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo se tornaram tão massivos que poderíamos dizer que a maioria dos alimentos que consumidos deveriam ser proibidos. Isso, pois devido ao uso de tais produtos em quantias absurdas acarretam a graves consequências na saúde do agricultor e da população, além de que há uma fiscalização precária da utilização das substâncias.

A priori, é válido ressaltar que o poeta chileno Pablo Neruda certa vez disse que “O homem é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro de suas consequências”. Em recente reportagem do domingo espetacular – Exibido na televisão – o uso de produtos tóxicos nas lavouras brasileiras, são aplicados de forma errônea, muitas vezes os agricultores aplicam tais químicos sem usar os devidos equipamentos de proteção desenvolvendo em seu organismo doenças como câncer e outras moléstias que podem levar a morte. Ademais, as fábricas que produzem os tóxicos também expõem seus operários ao mesmo risco. Entretanto, para os consumidores o perigo continua à deriva, sendo recomendável que esses lavem os alimentos e fervam os antes de comer.

Outrossim, uma pesquisa realizada por alunos da Universidade Federal do Pampa – UNIPAMPA – divulgada na íntegra da universidade diz que a fiscalização desses agrotóxicos são precárias devido a falta de recursos disponíveis aos agentes do Ministério do Meio Ambiente e Ministério da Agricultura, além de que há uma escassez de engenheiros agrônomos e especialistas na área que possam fazer a devida inspeção do uso e da fabricação desses produtos. Logo, é visível que a falta de pessoas e materiais de qualidade disponíveis e com alta qualificação implicam para que a população viva de forma harmônica e totalmente saudável ao se alimentar.

Em suma, precisa-se contornar o problema, tomando as devidas providências. De maneira lacônica, é primordial que o Governo Federal junto aos Ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente fortaleça os agentes fiscalizadores e fiscais destes pesticidas disponibilizando programas de aprimoração técnica e especialização na área. Além de otimizarem os recursos como carros e mais pessoas para contribuir no controle desse “veneno”. Também, faz-se mister que o Ministério da Saúde promova palestras nas unidades básicas de saúde e hospitais sobre os cuidados ao ingerir alimentos in natura para que não haja chance de se ficar doente devido aos agrotóxicos. Assim, as serpentes de Adão e Eva não nos induzirão a comer alimentos com abundância de substâncias químicas.