O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 29/06/2019

A utilização de defensivos agrícolas no Brasil, é alarmante. Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o país está na 44º posição no rancking de 245 países que usam agrotóxicos, ficando atrás de países da Europa, como Bélgica, Itália e Irlanda. Diante disso, aliado ao fato de que tais substâncias químicas são bioacumulativas na natureza e nos seres humanos, é evidente que causam enormes impactos nas sociedades. Dessa forma, é imprescindível a redução em seu uso para promover melhorias na qualidade da saúde e do meio ambiente.

Primeiramente, o modo como os agrotóxicos são manuseados é negligenciado no momento em que é feito a prevenção de pragas. Equipamentos de proteção individual muitas vezes são precários ou não utilizados pelos agricultores, permitindo que estes tenham contato direto com os produtos, o que ao longo do tempo pode acarretar problemas de saúde e até mesmo mortes. Fato esse comprovado pelo Anuário Estatístico da Previdência Social, que registrou 14988 acidentes de trabalho no setor agrícola relacionados ao uso de pesticidas em geral.

Outrossim, comer morango nunca foi tão paradoxal, pois ao mesmo tempo em que se ingere nutrientes importantes ao organismo como a vitamina C, ocorre também a ingestão de substâncias químicas prejudiciais à saúde como os organofosforados, devido aos pesticidas. Além disso, a utilização dos defensivos agrícolas têm modificado o meio ambiente, na medida em que causam alterações nos solos, selecionam pragas resistentes e aumentam o número de predadores. Sendo assim, é indiscutível que o controle químico na agricultura tem prejudicado socialmente e ambientalmente o mundo.

Portanto, o uso indiscriminado de veneno nas lavouras de alimentos está gerando grande preocupação e dúvidas quanto ao consumo de frutas e verduras. A fim de, reduzir o quadro de infectados com agrotóxicos e impedir que estes se acumulem ainda mais na cadeia trófica, cabe ao Ministério da Agricultura a curto prazo, promover a fiscalização das propriedades agrícolas no uso de produtos químicos, por meio de ONGs que tenham experiência comprovada e, a longo prazo, deve investir nas pesquisas de meios alternativos do combate a pragas como o controle biológico, por meio da Embrapa permitindo, assim, um avanço na agricultura e promovendo qualidade no trabalho do campo e na ingestão dos alimentos.