O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 28/06/2019

É consenso na comunidade sociopolítica hodierna a maneira como os agrotóxicos, quando utilizados de acordo com a dose recomendada, influenciam na limitação de doenças e pragas que prejudicam as plantações, além de garantirem o aumento da produtividade de alimentos no geral. No entanto, na contemporaneidade,faz-se possível perceber que, apesar dos benefícios, essa medida para a proteção sanitária vegetal pode provocar não somente danos ao meio ambiente, como também pode trazer riscos à saúde dos consumidores e dos trabalhadores que manejam esses pesticidas, dificultando, em vista disso, a garantia da tranquilidade do cidadão comum.

Primeiramente, um obstáculo enfrentado por parte da população brasileira é a negligência estatal, uma vez que, apesar do Brasil ser considerado um dos maiores consumidores de agrotóxicos do mundo - como indicam pesquisas realizadas pelo senado -, o Governo nem sempre cobra do Ministério da Agricultura uma fiscalização mais abrangente e rigorosa. Outrossim, caso essas fundamentalidades sejam exercidas, diminuirão exponencialmente os eventos de contaminação do solo e dos recursos hídricos, garantindo, deste modo, a preservação do meio ambiente.

Indubitavelmente, outro problema é a gravidade desses acontecimentos na sociedade, que vão muito além da destruição de áreas agrícolas e pastos, eles se tornam em uma nova forma de modelagem cultural, uma vez que o uso incorreto desses inseticidas, que podem estar associados a diversos problemas crônicos e de saúde, estarão, em grande parte dos indivíduos, limitando-os, tendo em vista que esses danos trazem consigo  a eminente sensação de aflição e desproteção. Assemelhando-se, então, aos pensamentos de Rousseau, que dizia que o homem nasceria livre, mas por toda parte encontraria-se acorrentado por diversos fatores, no caso da população mundial, essas “correntes” seriam a insegurança de não poder confiar no alimento que lhes é proporcionado.

Evidenciam-se, portanto, significativas dificuldades de combate ao uso errôneo dos agrotóxicos, tendo em vista os diversos casos de intoxicação agudas causadas por esses. A fim de garantir a segurança do cidadão comum e evitar essa transformação cultural, secretarias municipais e estaduais de educação devem criar projetos educacionais nas escolas, os quais devem promover palestras e atividades lúdicas por meio de orientações de ONG’s que tenham experiência comprovada nesse cenário específico de conscientização do corpo social, transformando assim a comunidade escolar e a sociedade no geral. Destarte, será possível criar uma nação que possa quebrar as “correntes” e de fato promover a plena construção de conhecimentos e alcançar uma cidadania pragmática e realmente legítima e plural.