O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 29/06/2019

A utilização de agrotóxicos, cuja função é controlar a ação das pragas nas lavouras, cresceu consideravelmente nas últimas décadas no Brasil e no mundo devido à intensa atividade agrícola para suprir a produção de alimentos. Nessa perspectiva, atenta-se aos impactos do uso em larga escala de defensivos agrícolas, uma vez que eles são responsáveis não só pela contaminação do ambiente, mas também pela intoxicação da população. Dessa forma, é mister buscar medidas alternativas para uma agricultura mais sustentável e consciente.

Em 1950, iniciou-se a Revolução Verde, um conjunto de iniciativas tecnológicas que visavam aumentar a produção de alimentos no mundo e diminuir os índices de fome, destacando-se o estímulo para o uso de agrotóxicos. Nesse viés, o Brasil foi fortemente beneficiado, atingindo recordes na colheita e exportação de milho e soja, como relata os dados da Empresa Brasileira de Pesquisa e Agropecuária. Entretanto, não só o problema da fome mundial não foi resolvido, como também cresceu exponencialmente a degradação ambiental, tendo o solo e os recursos hídricos contaminados pelo uso excessivo de defensivos agrícolas, os quais possuem alta toxidade. Além do mais, vale ressaltar que diferentemente de países da União Europeia e Estados Unidos, o Brasil busca medidas para liberar o uso de mais agrotóxicos que já são proibidos em tais Nações.

Dessarte, a utilização de agrotóxicos nas plantações colocou em risco a saúde tanto dos agricultores, quanto de quem consome tais alimentos. Nesse ponto de vista, um dos impasses é a intoxicação provocada pela longa exposição aos defensivos agrícolas, ocasionando tonturas, náuseas e até desmaios. Além do que, de acordo com o Ministério da Saúde, o contato excessivo com esses produtos pode causar alterações celulares associadas, consequentemente, ao surgimento de câncer. Ademais, a população como um todo igualmente é afetada, visto que, segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, morangos e pimentões são os alimentos com maior nível de contaminação por agrotóxicos. Exemplificando, dessa forma, a urgência de medidas públicas na busca por medidas não tão agressivas à natureza e aos cidadãos na produção de alimentos.

Em suma, cabe ao Governo Federal, em parceria com a iniciativa privada, elaborar leis mais eficazes na diminuição do uso de defensivos agrícolas que já são proibidos em outros países, para evitar uma maior contaminação do ambiente e da saúde da população. Para mais, é imprescindível que o Ministério da Agricultura promova incentivos financeiros, como financiamentos, para a agricultura sustentável, livre de agrotóxicos, promovendo o crescimento da produção de alimentos orgânicos. De ta forma, será possível uma agricultura consciente, preservando a natureza  e a saúde da sociedade.