O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 29/06/2019
Partindo da premissa da criação das primeiras lavouras voltadas ao abastecimento alimentício da sociedade, séculos se passaram e meios cada vez mais sofisticados de extrair grandes produções foram criados. Esses métodos contam com o uso de agrotóxicos para proteger às plantações e evitar assim prejuízos aos lucros capitalistas, porém esbarram na ausência de cuidados a saúde humana e ao meio ambiente.
Quando o Ministério da Saúde -MS- alerta para o uso indiscriminado de defensivos agrícolas, evidencia os males que podem ser causados, tanto no manejo quando na exposição do alimento ao veneno. Depressão, câncer e má formação fetal, segundo MS, são exemplos desses agravos. Paralelo a isso, a insensibilidade seletiva que infelizmente tem caracterizado o cenário agrícola mundial é responsável por muitos óbitos. Desse modo, jogados como dejetos nos “lixões da negligência” muitos trabalhadores são privados de seus direitos de proteção à saúde.
Nesse sentido, não são poucas ou irrelevantes as discussões acerca da utilização predatória dos agrotóxicos para o meio ambiental e social. Prova desse verdade, a Organização das Nações Unidas alerta que o Brasil desponta como o maior consumidor de defensivos agrícolas no mundo. Consequentemente, o gigante agroexportador compromete o meio ambiente visando às exigências de um mercado competitivo, enxuto e excludente. Logo, é preciso o incentivo às práticas sustentáveis de cultivo.
Evidenciam-se, portanto, significativas consequências no uso de agrotóxicos na agricultura. A fim de efetivar o uso racional desse produto, secretarias municipais e estaduais de agricultura devem criar órgãos de fiscalização que criminalizem o uso irregular do veneno, com punições rigorosas para o agricultor por meio de leis e politicas públicas de capacitação e captação dos trabalhadores expostos na lavoura. Assim é preciso aprender com o passado, para mudar o presente e afiançar o futuro das próximas gerações.