O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 30/06/2019

Com o advento da Revolução Verde, modelo idealizado para ampliar a produção agrícola, o uso intensivo de insumos industriais passou a ser visto como solução para fatores que impediam o crescimento da produção. No entanto, essa técnica acabou por causar muitos problemas no âmbito social e ambiental. Sob esse aspecto, convém analisar as principais consequências dessa modernização, tais como: potencializador de doenças e de impactos ambientais.

É irrefutável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. O uso desenfreado desses produtos, muitas vezes tóxicos, têm sido uma das principais causas de doenças em agricultores e consumidores, como câncer, fator de extrema preocupação em um país onde mais de 2000 agrotóxicos têm licença para uso. E, de acordo com G1, só em 2019 mais de 230 desses produtos, antes proibidos, foram liberados.

No que tange aos impactos ambientais, é imprescindível destacar como consequência a contaminação do solo e dos alimentos, além de eliminar a biodiversidade. Fator esse que se contrapõe ao conceito de desenvolvimento sustentável e faz oposição ao de Justa Medida que, segundo o filósofo grego Aristóteles, uma sociedade completa é aquela por meio da qual busca atingir o equilíbrio entre excesso e deficiência.

Por conseguinte, faz-se necessário um maior engajamento estatal, que vinculado ao Ministério da Agricultura e do Meio Ambiente realize parcerias com produtores agrícolas, bem como abonos fiscais, a fim de reduzir o uso de agrotóxicos e incentivar a agricultura orgânica. Para mais, especialistas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) realizar  palestras em associações de pequenos agricultores para conscientizar a respeito do uso inadequado desses insumos. De modo que a sociedade resolva seus entraves e garanta a solidificação de políticas construtivas.