O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 30/06/2019
Em 2019, o Ministério da Agricultura autorizou a utilização de 42 novos agrotóxicos no Brasil, apesar de haver itens na lista que são banidos pela União Européia. Assim, é correto afirmar que a maneira como o Governo Brasileiro controla o uso de defensivos agrícolas é extremamente negativa, uma vez que põe em risco à saúde humana e o meio ambiente, e vai na contramão das atitudes dos países desenvolvidos. Dessa forma, é necessário repensar a política sobre pesticidas a fim de garantir a integridade da população e natureza.
Ademais, dentre as substâncias liberadas está o glifosato que é classificado pela Agencia Internacional de Pesquisa de Câncer (IARC) como potencialmente cancerígeno. Logo, a presença desse composto nos alimentos, água, ar e solo representa grande ameaça ao bem-estar da população. Além disso, a permissão do uso de determinado produto de alta periculosidade mostra o descaso do Governo com a população.
Posteriormente, outro composto tóxico liberado é o fipronil que segundo o Greenpeace é extremamente nocivo para abelhas e outros polinizadores. Inquestionavelmente os insetos polinizadores tem grande importância, pois sem seu papel polinizador não é possível a reprodução de inúmeras espécies vegetais. Portanto, a dizimação desses seres causariam enormes prejuízos ao meio ambiente, sociedade e economia, uma vez que a produção de alimento diminuiria drasticamente.
Portanto, cabe a sociedade civil pressionar e exigir do poder legislativo e executivo a revisão das leis e atitudes tomadas. Assim, é necessário reivindicar a implementação de medidas que controlem o uso de agrotóxicos através de abaixo-assinados, reuniões na Câmara e eleições. Além disso, se a população não consumir produtos com pesticidas e optar por orgânicos, o mercado agrícola passará a atender às necessidades e demanda da maioria dos consumidores. Dessa forma, o Brasil caminhará a fim de mitigar o problema.