O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 24/09/2019

A evolução do meio técnico-científico influenciou em diversas áreas, dentre elas, a agricultura. Com isso, objetivando a produtividade em grande escala, incrementou-se no sistema as sementes geneticamente modificadas e, principalmente, os agrotóxicos. Essa fase de alterações na agricultura que impactou positivamente a produção brasileira e mundial, ficou conhecida como “Revolução Verde”. Entretanto, vale ressaltar que o potencial destrutivo dos agrotóxicos, interfere negativamente na saúde dos seres humanos e na integridade dos recursos naturais.

Em primeiro plano, evidencia-se que existem doenças causadas pela exposição à esses produtos. De fato, desde a década de 60, com a ingestão e adição de agrotóxicos químicos e biológicos no meio, especialistas analisam os efeitos no organismo humano. Nesse viés, por meio de estudos, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) e a Organização Mundial da Saúde (OMS), comprovaram que o câncer, doença de Alzheimer e alergias pulmonares são algumas doenças adquiridas com a exposição direta à esses pesticidas, em sua maioria, aos agricultores e a comunidade ao redor.

Somado à isso, alerta-se que a contaminação do solo e da água, por esses produtos, a médio e longo prazo, resultará em danos irreversíveis para o meio. Nesse contexto, frisa-se a infertilidade e a contaminação de rios e lagos por conta do uso indiscriminado e negligente. Esses danos, apontados pelo Ministério do Meio Ambiente, são apenas a ponta de um iceberg. De acordo com a organização não governamental “Greenpeace”, os subprodutos resultantes dos agrotóxicos podem ter danos ainda mais complexos do que os primários.

Em suma, observa-se que o uso indiscriminado de agrotóxicos, no Brasil e no mundo, é prejudicial aos indivíduos e à natureza. Nesse sentido, necessita-se que medidas profiláticas sejam instauradas para amenizar a contaminação. Isso pode ser feito por meio de uma medida Federal, em conjunto com a Associação Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Nessa medida, os responsáveis pela venda devem promover cursos para os empresários agrícolas e seus subordinados de como manusear os produtos e a necessidade de seguir as dosagens corretas. Dessa forma, as contaminações poderão ser amenizadas a curto e médio prazo.