O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 30/06/2019
Mantendo plantas e matando pessoas
No livro: “Café da manhã com Sócrates”, do autor Robert Rowland Smith, ele diz que cozinhar é uma filosofia. Fora da Literatura, essa observação pode estar correta, mas gradualmente se encontra comprometida pelo uso indiscriminado dos agroquímicos nas plantações. E o Brasil, de acordo com O Atlas: Geografia do uso de agrotóxicos no Brasil e conexões com a União Europeia, consome cerca de 1/5 do total de agrotóxicos comercializados globalmente. Destarte, é imprescindível analisar papel do Ministério da Agricultura e dos grandes produtores agrícolas na problemática em questão.
Primeiramente, o Ministério da Agricultura, ao negligenciar a sua função de fiscalização ambiental, contribui para que os agrotóxicos continuem sendo usados sem o devido controle relacionado ao tipo e a quantidade que deve ser empregada em cada plantação. Desse modo, alguns agricultores movidos pela ganância em manter as plantas produzindo mais a qualquer custo, ou pela falta de conhecimento sobre os malefícios provocados pelo abuso dos agroquímicos, podem danificar a saúde das pessoas que compram os alimentos, assim como a dos trabalhadores agrícolas.
Ademais, os grandes produtores, principalmente os que optam por destinar seus produtos à exportação, também são culpados pelos malefícios do agrotóxico, pois muitas vezes a taxa dos agroquímicos usados para manter o alimento conservado por longos períodos é maior que a permitida. Transtornos alimentares, ansiedade e o câncer são algumas das doenças comuns advindas do uso exacerbado e dos agrotóxicos considerados danosos para saúde, por exemplo, a Cihexatina, segundo a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Em virtude desse processo, as vítimas normalmente são os trabalhadores que pulverizam o veneno nas lavouras e não os consumidores, como é usualmente pensado.
É imprescindível, portanto, que o uso indevido dos agroquímicos no Brasil e no mundo precisa ser combatido. Dessarte, cabe ao Ministério da Agricultura, em parceria com o (IDAF), Institudo de Defesa Agropecuária e Florestal, fiscalizar e conter a flexibilização no uso desses produtos na agricultura, para que o alimento que deve ser nutritivo não se torne um veneno no prato do cidadão. Outrossim, cabe aos grandes produtores, juntamente aos agrônomos, investirem na plantação de produtos orgânicos, principalmente quando destinados ao mesmo Estado no qual são produzidos, além disso, devem promover palestras conscientizadoras à população local e aos pequenos produtores para alertar sobre os riscos dos agrotóxicos nas lavouras. Em síntese, o Ministério da Agricultura e os grandes produtores irão colaborar para que a planta se desenvolva no seu ritmo e a saúde da população seja preservada.