O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 30/06/2019
O advento da Revolução Verde na década de 1960, no Brasil, foi um conjunto de iniciativas tecnológicas que visavam o aprimoramento de técnicas agrícolas. Por conseguinte, a expansão agrícola nacional estabeleceu o aumento do uso de agrotóxicos, os quais implicam aspectos negativos, tais como: enfermidade nos consumidores e problemas ambientais.
Desse modo, é possível salientar os malefícios do glifosato, herbicida mais comercializado do mundo, o qual provoca diversas complicações na saúde dos consumidores. Entre elas, disfunções cardíacas, alergias, danos ao fígado e câncer, estão diretamente relacionadas ao uso excessivo de produtos químicos na agricultura, relata a Revista Casa e Jardim. Além disso, cabe ressaltar que de acordo com dados da FAO, o Brasil ocupa a sétima posição no ranking de nações que mais aplicam pesticidas nas atividades agrícolas. Tal fato justifica a necessidade de intervenções que visem a redução do uso de tais produtos, dado que o índice do uso de agrotóxicos no país é extremamente alto.
Outrossim, sabe-se que o uso de herbicidas acarreta problemas ambientais, tendo como exemplos: solo infértil, poluição do ar atmosférico e águas. Dessa forma, percebe-se que o uso dessas substâncias podem desencadear desequilíbrios nos ecossistemas, uma vez que a poluição de rios suscita uma cascata trófica no ambiente aquático. Isto é, a redução do primeiro nível trófico através da água contaminada por agrotóxicos, implica a redução dos seguintes níveis. Como por exemplo, peixes, já que esses seres não possuem alimento suficiente para sobreviver em função das águas poluídas.
Em suma, há a necessidade de reduzir o uso de agrotóxicos. O Ministério da Agricultura, por meio da criação de protocolos, deve promover o controle biológico. Ou seja, a introdução de parasitoides tem como desígnio substituir a utilização de pesticidas, ademais, esses parasitoides devem ser adquiridos mediante biólogos especializados e custeados pelo Estado.