O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 01/07/2019
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada pela Organização das Nações Unidas em 1948, assegura à todos os cidadãos o direito à saúde e à satisfação social. No entanto, a utilização exorbitante de agrotóxicos no Brasil revela um barreira a ser quebrada para que a população desfrute desse direito universal. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar as principais causas e consequências de tal postura negligente para com a sociedade brasileira.
Primeiramente, é importante evidenciar a enorme falta de ética dos grandes produtores que, inegavelmente, arriscam a saúde de seus funcionários e consumidores visando o lucro. De acordo com a Universidade de Campinas,1,5 milhões de trabalhadores são intoxicados nas lavouras. Dessa forma, é configurado como inadmissível, já que tal atitude desrespeita o direito constitucional à saúde e segurança no trabalho.
Faz-se essencial, ainda, salientar a imprudência das empresas que, novamente tendo em vista o capital, colocam em ameaça a natureza contaminando solos e aumentando a cada safra a resistência das “pragas” e a vulnerabilidade do ser humano. Em “O princípio da responsabilidade”, o filósofo alemão Hans Jonas destaca a irresponsabilidade das ações humanas para com a natureza, gerando danos incalculáveis de modo que essas consequências refletem no futuro da humanidade. Por conseguinte, a redução dessas substâncias se torna algo utópico, já que interesses econômicos estão em jogo.
Infere-se, portanto, que ainda há empasses para garantir a solidificação de medidas para solucionar o problema. Cabe ao Ministério do Meio Ambiente legislar leis que qualifiquem como crime a exposição do trabalhador à altos níveis de agrotóxicos e seu uso demasiado na produção, e ainda aos detrimentos causados à natureza, sujeito à aplicação de multa grave caso não seja cumprida a medida afim de responsabilizar a empresa por negligência e reduzir a produção de tais substâncias. A partir dessas ações espera-se promover, gradualmente, o mínimo impacto possível desses elementos na humanidade e na natureza.