O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 01/07/2019

Segundo o sociólogo polonês Zygmunt Bauman em sua concepção de modernidade interligada, “o homem é responsável pelo outro, seja de modo explícito ou não”. Ademais, infelizmente essa ideia não se concretiza no atual cenário mundial, pois tem sido evidente o descaso social e político na no uso de agrotóxicos. Dessa maneira, convém analisar como são esses defensivos agrícolas são prejudiciais à saúde e ao meio ambiente, sendo um veneno para a população.

De acordo com uma pesquisa da Unicamp (Universidade de Campinas), no Brasil, a terceira maior causa de intoxicação está ligada aos pesticidas. Esses são prejudiciais principalmente aos trabalhadores rurais e em seguida aos consumidores. Mesmo sendo nocivos a saúde, não há uma fiscalização para regular o uso, além disso, os projetos de leis visam afrouxar o uso dos venenos, o que trará mais prejuízos a saúde pública e ao meio ambiente. Em suma, o agronegócio “esconde” os riscos dos defensivos agrícolas pois visam apenas o lucro.

Além disso, o Brasil é o maior consumidor de agrotóxico do mundo, segundo notícia do G1. A Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), em seu dossiê, mostrou que são consumidos cerca de 1 bilhão de litros de fitossanitários por ano. O problema é ainda maior, pois parte desses pesticidas são proibidos em todo mundo e, continuam sendo usados amplamente no país, ao contrário do que se pensava, o uso de agrotóxicos não combateu a fome, tampouco, garantiu alimento para todos.

Diante do exposto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Em suma, com o intuito de minimizar essa problemática, o Ministério da Saúde, por meio da Anvisa, deve fiscalizar mais intensivamente a forma de como são usados os agrotóxicos, regulando sua quantidade, tipo, forma de aplicação e possíveis riscos. Nesse sentido, os problemas de saúde dos trabalhadores e consumidores diminuirão de maneira expressiva. Em conjunto, Ministério da Agricultura em parceria com a ONU, deve organizar debates e conferências de nível nacional brasileiro e mundial para os riscos que esse agrotóxicos oferecem à saúde, com o objetivo de estabelecer normas e regras que disciplinem a atuação das corporações transnacionais e dos grandes agentes presentes nas cadeias agroalimentares. Como resultado dessa nova perspectiva, a ideia de Bauman se fará presente e a incidência de agroquímicos diminuirá.