O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 30/06/2019

No século XX deu-se início a Revolução Verde, movimento que pregou a modernização da agricultura com o intuito de aumentar a produtividade, e um de seus principais modos foi através da utilização de agrotóxicos. Entretanto, além de trazer vários benefícios, também causou o surgimento de alguns problemas, como a eutrofização da água e o câncer na população.

Em primeiro plano, é necessário mencionar o fato de que os latifundiários muitas vezes utilizam agrotóxicos em quantidades superiores a permitida. Segundo o filósofo Karl Marx, a base econômica determina os aspectos e práticas de uma sociedade. Deste modo a produção agrícola brasileira necessita de uma grande quantidade de produtos para obter maior lucros, pois ela é voltada para a exportação em detrimento à saúde do consumidor.

A falta de leis e fiscalização adequada configuram um fator que contribui para a continuidade do emprego abusivo de agrotóxicos. Segundo dados da ANVISA, muitos defensivos agrícolas proibidos na União Europeia ainda são consumidos no Brasil, além disso, 28% dos alimentos contém substâncias não autorizadas. Nota-se que os trabalhadores responsáveis pela aplicação desses venenos nas plantações normalmente não estão utilizando os EPIs. Isso pelo motivo de que o empregador não disponibiliza esses equipamentos e não fiscaliza a utilização, já que de acordo com a ABNT essas funções são de responsabilidade do empregador.

Urge, portanto, que medidas sejam tomadas para que essa situação deixe de ser sustentada no Brasil. Cabe ao Ministério de Meio Ambiente (MMA), em parceria com as prefeituras municipais, criar um programa de fiscalização da utilização de agrotóxicos no país, fazendo um cadastro de todos os produtores agrícolas que informe o tipo e o tamanho da plantação que será utilizado o defensivo agrícola, para que seja vendido apenas a quantidade suficiente a ser utilizada, como também a fiscalização dos EPI’s na aplicação desses insumos.