O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 30/06/2019

Thomas Malthus, economista inglês, afirmava que a população mundial cresceria tanto que seria impossível produzir alimentos suficientes para todos. Nesse sentido, hoje, a produção de alimentos conta com a utilização maciça de agrotóxicos, substâncias que, ao mesmo tempo cooperam para alavancar a produtividade, causam prejuízos à saúde dos trabalhadores e da população que consome alimentos contaminados. Dessa forma, urge que medidas sejam tomadas para amenizar a problemática que é motivada não só pela liberação indiscriminada dos pesticidas como também pelo consumo exagerado por agricultores.

Em primeiro plano, evidencia-se a liberação indiscriminada dessas substâncias como fator determinante para a persistência da problemática, tendo em vista que há leniência por parte de governos de países dependentes do agronegócio em fiscalizar e punir eventuais infratores das leis que vigoram nos países. É sabido que no Brasil, em 2019, o ministério da agricultura autorizou a liberação de mais de 200 defensivos agrícolas, muitos desses proibidos em diversos países da Europa. Nesse sentido, verifica-se que infelizmente, mesmo após avanços na política de controle dessas substâncias, houve um afrouxamento nas regras, o que faz com que o direito da população consumir produtos saudáveis permanece no papel.

Igualmente, salienta-se, o consumo exagerado de agrotóxicos como mais uma das causas dessa problemática, pois estima-se, segundo a FAO (fundação das nações unidas para a agricultura e alimentação) que cerca de 20% de toda produção mundial de defensivos agrícolas é consumida no Brasil. Portanto, indubitavelmente, faltam medidas efetivas pelas autoridades competentes para resolver esse problema de saúde pública que é a absurda quantidade de pesticidas consumida no país.

Logo, não há dúvidas de que é preciso que seja tomada uma iniciativa para mudar a questão. Por isso o próprio governo federal, por meio do ministério da agricultura que é responsável direto pelas políticas relativas a essas substâncias, deve implementar rigoroso controle de produção, venda e principalmente consumo desses agrotóxicos, utilizando para isso fiscalização, controle ostensivos aplicando punições severas aos que violarem as regras existentes, além promover ações educativas tanto a agricultores utilizarem corretamente as substâncias como para trabalhares rurais e de certo também para a população como forma de advertência ao consumo de alimentos com teores de defensivos agrícolas fora dos padrões existentes. Evidentemente, outras iniciativas devem ser tomadas, pois de acordo com Confúcio, “não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros.”