O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 01/07/2019
A partir do século XX, uma série de movimentos provocou a chamada “Revolução Verde”, que alterou as relações do campo, a partir do uso de novas tecnologias. Tal movimento aumentou a produção mundial, dinamizou a economia e aproximou as relações entre o campo e a cidade, entretanto, expandiu o uso de substâncias nocivas: os agrotóxicos. Com efeito, é necessária a análise de como o uso desses defensivos agrícolas prejudicam a sociedade e o meio ambiente, e como os meios de comunicação interferem nessa problemática, a fim de reduzir esse impacto.
Em primeiro plano, é notório como os agrotóxicos acometem o meio ambiente e a população, a partir do seu uso inadequado e excessivo. Já que, segundo dados do G1, tais substâncias podem provocar diversas doenças para os consumidores, como o câncer, e ainda serem uma das maiores causas de intoxicação no mundo. Além disso, os defensivos agrícolas contaminam o solo, fragilizando seu potencial de produção, rios e lençóis freáticos, facilitando o processo de eutrofização, por exemplo. Assim, todo ecossistema é afetado pelo uso dessas substâncias.
Paralelo a isso, vale ressaltar que tais prejuízos alarmantes, muitas das vezes, não são de conhecimento da população. Visto que, no intuito do lucro máximo, muitas empresas tentam omitir a nocividade dessas substâncias, e manipular os ideais dos indivíduos acerca dessa problemática. Outrossim, tal manipulação pode ser exemplificada pela obra “1989” de George Orwell, que relata um futuro distópico sobre como os indivíduos são manipulados por meio dos meios de comunicação de massa. Dessa forma, fora da ficção, os meios de massa, a partir da ótica de interesse das grandes empresas, impedem e até alteram informações sobre os reais efeitos desses agrotóxicos.
Portanto, torna-se claro como é problemática a situação do uso de agrotóxicos para o ecossistema. Logo, o Ministério da Agricultura deve priorizar a saúde da população e conservação ambiental, e não o lucro excessivo, a partir de fiscalizações efetivas e leis rigorosas, a fim de que as empresas alterem o amplo uso de agrotóxicos e encontrem outras alternativas, de forma benéfica ao meio ambiente, como o uso de predadores naturais, a partir do estudo da área, na eliminação de pragas. Ademais, essas leis devem incluir que a informação de todo processo de produção seja informada veridicamente para a população. E então aproveitar as contribuições da “Revolução Verde” para sociedade.