O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 01/07/2019

Segundo a teoria de Malthus, existe a tendência da população aumentar de forma que a produção de alimentos não consiga acompanhar esse crescimento. Diante da necessidade de se produzir cada vez mais, o uso indiscriminado de agrotóxicos tem ganhado destaque e isso pode gerar contaminação de seres humanos e meio ambiente.

Em primeiro lugar, a saúde do ser humano deveria ser o bem maior a ser tutelado pelo Estado, porém, na contramão dessa ideia, o governo federal nos meses de maio e junho de 2019 aprovou o uso de um número recorde de defensivos agrícolas. Isso somado a precariedade que estão sujeitos os trabalhadores das áreas rurais, significa que além deles não terem a proteção adequada para manuseio dos pesticidas, não há um controle seguro da aplicação nos produtos que irão posteriormente para a mesa do brasileiro.

Outro aspecto relevante é o dano ao meio ambiente. Pode ser difícil para a população acreditar em contaminação a nível trófico, pois isso não é tão visível e estudos sobre isso demoram mais tempo para serem publicados. Casos de contaminação de pessoas por mercúrio consumindo peixes contaminados, como publicação do site de notícias G1 em abril de 2018, ganham pouca repercussão e são matérias pouco apelativas para a saúde da sociedade e habitat da fauna e flora.

Entretanto algumas medidas podem ser tomadas a fim de mitigar o uso indiscriminado de defensivos agrícolas. A União por meio do ministério da saúde deve assumir a regulação dos produtos utilizados no controle de pragas das lavouras, tirando do ministério da agricultura essa atribuição, garantindo parcialidade das decisões para o lado da saúde pública. Isso aliado a uma campanha verticalizada até o nível dos Postos de Saúde da Família capacitando os agentes de saúde sobre os riscos dos agrotóxicos, para que os mesmos possam orientar sobre proteções a serem tomadas tanto a para quem produz e quem consome alimentos são dedetizados.