O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 03/07/2019
A teoria populacional malthusiana foi desenvolvida no século 18, e afirmava que a população mundial cresceria em um ritmo maior do que a produção alimentar poderia suprir. No entanto, atualmente, observava-se que o problema enfrentado não é a falta de alimentos, mas sua má qualidade devido ao uso indiscriminado de agrotóxicos entre os produtores brasileiros, tornando imprescindível medidas que combatam essa prática. Primeiramente, é válido ressaltar que o atual panorama tem suas origens na história colonial brasileira. No passado, o acesso a terras no país era restrito apenas aos que possuíam uma boa condição financeira, sendo estes os próprios donos de terras. Neste cenário, há um crescimento da concentração fundiária nas mãos de poucos, os quais exercem uma grande influência na política no país. Assim, as leis acerca do uso de agrotóxicos tendem a beneficiar muito mais os produtores, que visam seu enriquecimento pessoal, do que a saúde do resto da população.
Por consequência, observa-se um aumento no uso irresponsável dessas substâncias, ameaçando a saúde nacional. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o uso dos agrotóxicos atinge 70% dos alimentos no Brasil. Esses dados demonstram o alarmante panorama do país, em que a maior preocupação com o lucro sobre os produtos produzidos se sobreponha a vida de sua população. Portanto, é preciso uma maior discussão acerca das prioridades do país.
Em suma, para que a problemática seja atenuada, urge que o Ministério da Saúde, em parceria com o IBGE, crie políticas que aumentem a segurança dos agrotóxicos usados. Para isso, é necessário que antes de um desses produtos seja liberado, ele deve ser devidamente testado e analisado para saber quais suas possíveis consequências para a saúde ou para o meio ambiente, para que então seja liberado para uso, promovendo maior segurança ao país. Desta forma, será possível conciliar o desenvolvimento econômico com o bem estar.