O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 12/07/2019

Em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada pela Organização das Nações Unidas, explicitou que o acesso à saúde e alimentação é inviolável; por ser uma prerrogativa de cada indivíduo. Hodiernamente, todavia, é evidente que o uso indiscriminado de agrotóxicos nas fazendas põe em risco o livre exercício desses direitos. Nesse sentido, faz-se imperativa a adoção de medidas a fim de superar essa problemática.

Inicialmente, nota-se o risco que os agrotóxicos apresentam para a saúde pública; já que, de acordo com o Ministério da Saúde, em apenas 14 anos, mais de 100 mil brasileiros sofreram intoxicação alimentar induzida por agrotóxicos. Em virtude disso — e do fato de 25% dessas vítimas serem crianças —, fica claro o caráter insustentável da situação.

Ademais, é válido observar que o uso de pesticidas só aumenta com o passar do tempo. De acordo com a Associação Brasileira de Saúde Coletiva, foram usados 599 milhões de litros de pesticidas no ano de 2002; mas, em 2014, esse número saltou para mais de 1 bilhão de litros. Logo, ao considerar os dados e a ideia que Confúcio expressa em “Se queres prever o futuro, estuda o passado”, conclui-se que a utilização excessiva de agrotóxicos permanecerá em expansão.

Nessa perspectiva, ao compreender os prejuízos à saúde e o aspecto crescente do problema, percebe-se que a ação das universidades públicas é indispensável. Assim sendo, as instituições de ensino ficam encarregadas do desenvolvimento de plantas geneticamente modificadas que sejam inerentemente mais resistentes às pragas, a fim de reduzir substancialmente a necessidade do uso de agrotóxicos nas plantações das fazendas brasileiras. Com a adoção dessa medida biotecnológica em âmbito nacional, espera-se pôr fim à emergente situação.