O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 13/07/2019
Na mitologia grega, Sísifo foi condenado por Zeus a rolar uma enorme pedra morro acima eternamente. Todos os dias, Sísifo atingia o topo do rochedo, contudo era vencido pela exaustão, assim a pedra tornava à base. Hodiernamente, esse mito assemelha-se à luta cotidiana dos cidadãos brasileiros, que buscam ultrapassar barreiras, essas que separam os corpos sociais do direito de uma alimentação saudável sem o uso exacerbado de agrotóxicos. Por conseguinte, é evidente que os defensivos químicos corroboram problemas para a sociedade, e infelizmente, atualmente é um desafio no Brasil a diminuição no uso de agroquímicos nas colheitas e dentro das casas das pessoas.
Em primeira constatação, a Declaração Universal de Direitos Humanos (DUDH) preza que todo cidadão tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde, bem-estar e alimentação. Porém, as mudanças na Lei dos Agrotóxicos de 1989 traz uma série de “facilitadores” para a inserção de novos agrotóxicos no mercado com o intuito de combater pragas e doenças nas colheitas e safras e também favorece ao progresso rápido dos alimentos. Mas, é necessário acentuar que paralelo ao crescimento no uso de agrotóxicos cresce gradativamente o consumo de alimentos tóxicos esses que estão, completamente, “sujos” de agroquímicos e que os corpos sociais consomem no dia a dia e, convém ressaltar que tais práticas estão opostas a DUDH e ,assim, acarreta impasses.
Em segunda constatação, um ponto de destaque é a modernidade liquida de Zygmunt Balman que explica que os corpos sociais vivem em um momento fluído e veloz que favorece aos interesses próprios que leva ao crescimento do individualismo. Nessa perspectiva, é possível concluir que as pessoas estão afundadas em seu próprio ser e voltadas ao viés capitalista que de acordo com Karl Marx o capitalismo prioriza os lucros em detrimento dos valores e, em suma usam agrotóxicos para aumentar suas produções mas esquecem que esses produtos leva a poluição de corpos hídricos e lixiviação do solo e dessa maneira contribui negativamente para um meio ambiente poluído que leva a morte e surgimento de doenças em animais e corpos sociais, estes que ficam lesados em relação ao que é consumido em suas casas e a qualidade desses alimentos.
Portanto, torna-se evidente que é fulcral o Ministério da Agricultura (MAPA) incentivar a modernização, através de investimentos e disponibilização de crédito, em equipamentos mais eficientes e que melhorem a produção em detrimento do uso de agrotóxicos para além de preservar o meio ambiente manter os alimentos com qualidade e segurança para o consumidor final. E, dessa forma, não contribuir para o lesionamento dos corpos sociais na questão do que é comprado e consumido. Todavia, tal prática distancia-se do mito grego e os sísifos brasileiros vencerão o desafio de Zeus.